A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) agradeceu publicamente a mensagem de solidariedade recebida da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-AC), após sofrer uma série de ataques misóginos nas redes sociais. O episódio ocorre em meio ao escalonamento da crise política entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos aliados próximos de Damares.
Apoio em meio à crise
Em publicação nas redes sociais, Damares afirmou que ficou emocionada com o gesto de Marina, com quem mantém divergências políticas, mas que compartilha da fé cristã. "Somos irmãs em Cristo", escreveu a senadora, agradecendo o apoio. Marina Silva havia enviado uma mensagem privada a Damares, manifestando solidariedade diante dos ataques e defendendo a civilidade no debate público.
Ameaças e violência política
Damares também relatou que as agressões virtuais se intensificaram após a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro vir a público. Segundo a senadora, ela e sua família, incluindo sua filha indígena, passaram a receber ameaças. "Não é fácil ver sua filha ser alvo de ódio", desabafou. A bancada feminina do Senado já articula medidas para coibir a violência política de gênero, que tem atingido parlamentares de diferentes espectros ideológicos.
Reações e desdobramentos
O episódio reacendeu o debate sobre a misoginia na política brasileira. A senadora Leila Barros (PDT-DF) classificou os ataques como "inaceitáveis" e defendeu a união das parlamentares independentemente de partido. Marina Silva, por sua vez, reiterou que "o respeito não pode ser refém das divergências". A crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro, que teria origem em disputas internas no PL, segue sem sinal de trégua, enquanto Damares busca apoio para garantir sua segurança e a de sua família.



