A obra do pintor brasileiro Candido Portinari chegou ao coração da China. Uma megaexposição em Pequim, no Museu Nacional da China, reúne 56 obras emblemáticas do artista paulista, em um evento que coroa um momento de sintonia sem precedentes entre Brasil e China. A mostra, que integra o Ano Cultural Brasil-China, reflete o fortalecimento dos laços culturais e políticos entre os dois países, destacando a relevância da arte brasileira para além do eixo eurocêntrico.
João Candido Portinari, filho do pintor, esteve presente na abertura e destacou a importância da exposição para a difusão da obra do pai. “É uma oportunidade única de apresentar a arte brasileira a um público tão vasto e diverso”, afirmou. A exposição superou desafios logísticos e burocráticos, incluindo o transporte das obras e a negociação de seguros.
Um marco cultural
A mostra em Pequim é vista como um marco na relação bilateral. “A arte de Portinari dialoga com temas universais, como trabalho, migração e justiça social, que ressoam fortemente na cultura chinesa”, explicou o curador. Entre as obras expostas estão “Mestiço”, “O Lavrador de Café” e painéis que retratam a vida no campo e a industrialização brasileira.
Laços em expansão
O evento não se limita à esfera cultural. Representantes dos governos brasileiro e chinês destacaram que a exposição simboliza a aproximação política e econômica entre as nações. “A cultura é a ponte que aproxima nossos povos”, disse um diplomata brasileiro presente na cerimônia.
Para os visitantes chineses, a obra de Portinari é uma novidade. “Nunca tinha visto arte brasileira tão expressiva”, comentou uma jovem estudante de Pequim. A expectativa é que a exposição atraia milhares de visitantes nos próximos meses, consolidando o intercâmbio cultural entre Brasil e China.



