A Fifa reverteu o cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun, após intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão, anunciada no domingo (5), permite que Balogun enfrente a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (6).
Trump telefonou para Infantino
Segundo agências de notícias como Reuters, France-Presse e Associated Press, Trump ligou diretamente para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a revisão da expulsão. O cartão vermelho havia sido aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, após revisão do VAR, por uma entrada no tornozelo de Tarik Muharemovic, da Bósnia e Herzegovina.
A Casa Branca celebrou a reversão em sua conta oficial no X, publicando: "EUA-EUA-EUA." Trump também agradeceu publicamente: "Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça."
Fifa justifica com período probatório
Em nota, a Fifa afirmou que Balogun cumprirá um período probatório de um ano. Caso cometa infração semelhante nesse período, a suspensão será reativada. A entidade baseou a decisão em seu código disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente a aplicação de sanções.
Reações internacionais
A decisão gerou forte reação da Bélgica. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) declarou-se "surpresa" e afirmou que o regulamento da Fifa estabelece que cartão vermelho resulta em suspensão automática para a próxima partida. A federação belga está "investigando todas as opções possíveis" para "salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipes e proteger o fair play".
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também criticou a medida. Após ver seu defensor Jarell Quansah ser expulso na vitória sobre o México, Tuchel questionou: "Quem anula essa decisão depois, e quando? E com base em quê? Até onde isso vai agora? Isso é estranho para mim."
Já o técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, defendeu a reversão, afirmando que "99,9% das pessoas do futebol disseram que é uma punição injusta" e que há precedentes para suspender punições.
Precedentes históricos
O caso lembra a situação de Garrincha na Copa de 1962. O brasileiro foi expulso na semifinal contra o Chile, mas pôde jogar a final após pressão política, incluindo apoio do presidente chileno Jorge Alessandri. O Brasil venceu a Tchecoslováquia e conquistou o bicampeonato.
Mais recentemente, em novembro de 2024, a Fifa adiou parte da suspensão de Cristiano Ronaldo por cartão vermelho contra a Irlanda, permitindo que ele jogasse no início da Copa. Também em abril, os argentinos Nicolás Otamendi e o equatoriano Moisés Caicedo tiveram suspensões adiadas para atuar na estreia do Mundial.



