Terremoto na Venezuela: 1.430 mortos e busca por sobreviventes
Terremoto na Venezuela: 1.430 mortos e buscas

Angústia e espera por familiares após terremoto na Venezuela

“Foram horas de muita angústia e impotência”. É assim que a costureira venezuelana Mary Machado, de 51 anos, descreve a espera por notícias da família, que vive em Charallave, cidade próxima a Caracas, após o terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). “Quando meu marido me contou sobre o terremoto, a primeira coisa que fiz foi tentar entrar em contato com a minha família. Mas ninguém respondia”, contou.

Dois fortes abalos em menos de um minuto

A Venezuela foi atingida por dois terremotos. Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença, provocaram desabamentos, 1.430 mortes e 3,2 mil feridos e foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. As autoridades do país já registraram mais de 400 tremores secundários desde quarta à noite.

Alívio e tristeza de uma sobrevivente

Por volta das 23h de quarta-feira (24), o irmão conseguiu avisar que havia falado com a mãe, a irmã e os demais familiares e que todos estavam bem. A mãe de Mary descreveu a força do tremor à filha. “Ela disse que a terra e as ruas se moviam iguais às ondas do mar. Eles ainda estão muito chocados. O susto foi muito grande”. “Foi um alívio enorme saber que minha família estava em segurança. Mas meu coração continua muito triste por todas as famílias que perderam pessoas, suas casas ou que ainda vivem a incerteza de não saber onde estão seus familiares”, disse.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Número de mortos sobe para 1.430

O número de mortos pelos terremotos de quarta-feira (24), na Venezuela, subiu para 1.430. Parentes de desaparecidos acompanham com muita apreensão o trabalho de resgate. A busca por sobreviventes entrou numa fase crítica. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar