Petróleo Brent dispara mais de 7% após novos ataques dos EUA ao Irã
O petróleo Brent registrou alta superior a 7% no after market nesta quinta-feira, após os Estados Unidos anunciarem uma nova onda de ataques contra o Irã. O movimento eleva a tensão no Oriente Médio e mexe com os mercados globais, incluindo a Bolsa brasileira. O conflito também ameaça o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.
Direcional, Ambipar, SLC Agrícola e outras ações em destaque
No mercado doméstico, a Direcional registrou vendas líquidas de R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, em linha com a base anual. A Ambipar assinou acordo de apoio com credores para reestruturação. A SLC Agrícola comprou 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 milhões. Esses e outros papéis, como Vale, Méliuz e Azul, estão no radar dos investidores.
Ata do BCE e falas do Fed: o que esperar dos juros
Além da geopolítica, o mercado acompanha a ata do Banco Central Europeu (BCE) e declarações de membros do Federal Reserve (Fed). Os investidores buscam pistas sobre os rumos da política monetária global, enquanto a Faria Lima vê como inócua a atuação de Flávio Bolsonaro no novo tarifaço dos EUA.
Azul abre novo capítulo com listagem na NYSE
A Azul Linhas Aéreas deu um passo importante ao listar suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE). A empresa mira a desalavancagem financeira e sinaliza que está de volta aos trilhos. O movimento ocorre em meio a um cenário de petróleo mais caro, que impacta diretamente os custos das companhias aéreas.
Guerra no Irã: EUA anunciam fim de nova onda de ataques
Os Estados Unidos anunciaram o fim de uma nova onda de ataques contra o Irã, mas o Estreito de Ormuz segue sob ameaça. A região responde por cerca de 20% do tráfego global de petróleo, e qualquer interrupção pode elevar ainda mais os preços da commodity. O mercado monitora os desdobramentos com atenção.
Impactos na Bolsa, Dólar e Juros
A alta do petróleo tende a beneficiar ações da Petrobras e de outras petroleiras, mas pressiona setores como aviação e transportes. O dólar pode se fortalecer ante o real em meio à aversão ao risco, enquanto os juros futuros podem subir com as expectativas inflacionárias. A Selic, atualmente em 10,50%, pode ter cortes adiados se a pressão persistir.
Segundo analistas, o cenário é de cautela. “O mercado precisa de mais clareza sobre a duração do conflito e seus efeitos na oferta de petróleo”, afirmou um estrategista de um grande banco. A recomendação é diversificar e buscar ativos de renda fixa para travar os juros altos.



