Nova lei de 'unidade étnica' na China gera críticas internacionais
Lei de unidade étnica na China gera críticas

Uma nova lei de "unidade étnica" entrou em vigor na China nesta quarta-feira (1), gerando críticas internacionais e preocupações de que promoverá a "assimilação forçada" das minorias. A Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnico busca forjar uma identidade nacional "compartilhada" e formaliza políticas para promover o mandarim como o "idioma nacional comum".

Crimes tipificados e críticas da Anistia Internacional

O texto tipifica como crime a participação em "atividades terroristas violentas, atividades de separatismo étnico ou atividades de extremismo religioso". A organização Anistia Internacional afirmou que a legislação "pressiona grupos étnicos como os uigures, tibetanos e mongóis a adotarem uma única identidade nacional definida pelo Estado e dominada pela cultura chinesa (da etnia majoritária) han".

"A lei exige alinhamento político e ideológico com o Partido Comunista Chinês e institucionaliza ainda mais as políticas de assimilação forçada de grupos minoritários", declarou na terça-feira, em comunicado, a vice-diretora regional da Anistia, Sarah Brooks.

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Posição do governo chinês e reações internacionais

A China reconhece oficialmente 55 minorias étnicas em seu território, mas o governo estabeleceu o mandarim como língua oficial de ensino em regiões com grande população de etnias minoritárias, como o Tibete. O alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, pediu a revogação da lei, enquanto representantes tibetanos e uigures declararam na semana passada que a legislação criminaliza sua identidade cultural, religiosa e linguística.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan expressou nesta quarta-feira sua "forte condenação" à lei, que, em sua avaliação, amplia as "ameaças e a intimidação contra o povo do nosso país e de outras nações". "No futuro, indivíduos de qualquer país cujas palavras ou ações sejam consideradas inaceitáveis pela China poderão ser perseguidos com base na lei", acrescentou o ministério taiwanês. A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para tomar a ilha, governada de maneira democrática.

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