O Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros para 1,0%, o nível mais alto desde 1995, em resposta à inflação decorrente da guerra no Oriente Médio. A decisão segue medidas similares de outros bancos centrais e ocorre em meio à dependência do Japão do petróleo do Oriente Médio e à desvalorização do iene, que resultou em gastos elevados para estabilizar a moeda.
Contexto econômico global
A guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, causou devastação econômica em todo o mundo, afetando especialmente países como o Japão, que dependia da região para cerca de 90% de seu suprimento de petróleo bruto. O aumento dos preços do petróleo e a instabilidade geopolítica pressionaram a inflação global, forçando os bancos centrais a adotarem políticas monetárias mais restritivas.
Impacto no Japão
A elevação dos juros para 1% representa um marco para a economia japonesa, que por décadas conviveu com taxas extremamente baixas ou negativas. A desvalorização do iene, que atingiu mínimas históricas, também contribuiu para a decisão, uma vez que encarece as importações e alimenta a inflação. O governo japonês gastou bilhões de dólares para estabilizar a moeda, mas os efeitos foram limitados.
Reações do mercado
Os mercados financeiros reagiram com volatilidade à notícia. A Bolsa de Tóquio registrou quedas nos setores mais expostos aos juros, enquanto o iene apresentou leve recuperação. Analistas apontam que a medida pode ser seguida por novos aumentos, caso a inflação persista.
- Taxa de juros: 1,0% (maior desde 1995)
- Motivo: inflação global pós-guerra no Oriente Médio
- Dependência petrolífera: 90% do petróleo vindo do Oriente Médio
- Desvalorização do iene: levou a gastos com intervenção cambial



