A Grande Mosalá Imam Khomeini, em Teerã, foi palco de uma impressionante demonstração de apoio ao regime iraniano nesta segunda-feira (4 de julho de 2026), quando milhares de fiéis participaram da exibição pública dos caixões do falecido Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e de seus familiares, incluindo sua neta de 14 meses. A cerimônia, marcada por forte emoção e gritos de 'vingança', ocorre após a morte de Khamenei em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, que desencadearam uma guerra na região.
Multidões e apelos de vingança
As imagens transmitidas pela televisão estatal mostraram uma multidão que se estendia por quarteirões ao redor do local da oração fúnebre. Os fiéis, muitos vestidos de preto e carregando retratos do líder morto, entoavam slogans como 'Morte a Israel' e 'Morte à América'. 'Não descansaremos até que o sangue do nosso líder seja vingado', disse um dos presentes, identificado como Mohammad Reza, de 45 anos, à agência de notícias local. A cerimônia é vista como uma demonstração de força do regime em meio às tensões crescentes com os EUA e Israel.
Detalhes do funeral
O funeral de Khamenei, que durará seis dias, incluiu a exibição dos caixões cobertos com bandeiras iranianas. Além do líder supremo, os caixões de vários de seus familiares, mortos nos mesmos ataques, também foram expostos. Entre eles, estava o caixão de sua neta de apenas 14 meses, o que gerou comoção entre os presentes. A cerimônia fúnebre é a maior desde a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1989, e ocorre em um contexto de guerra aberta contra Israel e os EUA, iniciada após os ataques que mataram Khamenei.
Impacto e contexto regional
A morte de Khamenei, que liderou o Irã por décadas, representa um ponto de virada na política do Oriente Médio. Analistas apontam que o regime iraniano busca capitalizar a comoção popular para consolidar o apoio interno e justificar uma resposta militar. 'O funeral é tanto um luto quanto uma convocação para a guerra', afirmou um especialista em relações internacionais ouvido pela AFP. Enquanto isso, as tensões na região continuam a escalar, com relatos de confrontos na fronteira com Israel e movimentações de tropas americanas no Golfo Pérsico.



