Fotógrafo carioca leva cultura afro-brasileira à Espanha
Fotógrafo carioca leva cultura afro-brasileira à Espanha

O fotojornalista carioca Carlos Júnior, de 58 anos, foi selecionado para uma residência artística na Universidade de Salamanca, na Espanha, onde levará sua exposição "Orixá: um sopro de vida". A obra é fruto de 25 anos de registros da cultura afro-brasileira, memórias da periferia e da religiosidade, com foco na região da Taquara, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Trajetória e inspiração

Criado na Barra da Taquara, Carlos Júnior documenta as transformações do bairro e da região ao longo de décadas. Suas imagens em preto e branco capturam a essência da comunidade, seus terreiros, festas e rituais, além de elementos históricos como o Aqueduto do século XVIII da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. "Meu olhar é de dentro, de quem viveu e sentiu cada mudança", afirma o fotógrafo.

Exposição e residência

A exposição "Orixá: um sopro de vida" reúne imagens que retratam a força e a beleza da cultura afro-brasileira, combatendo a intolerância religiosa. A seleção para a residência na Universidade de Salamanca representa um reconhecimento internacional do trabalho de Júnior, que terá a oportunidade de compartilhar sua pesquisa e ampliar o diálogo sobre identidade e permanências.

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"É uma honra levar essa memória para a Europa. A periferia do Rio tem uma riqueza cultural imensa, e a fotografia é minha ferramenta para mostrar isso ao mundo", destaca o fotojornalista. A residência inclui palestras, workshops e a montagem da exposição em espaços culturais espanhóis.

Impacto e legado

Com 25 anos de trabalho, Carlos Júnior construiu um arquivo visual que documenta não apenas a religiosidade, mas também a resistência e a transformação urbana. Suas fotos são referência para estudos sobre cultura afro-brasileira e memória social. A iniciativa em Salamanca fortalece o intercâmbio cultural entre Brasil e Espanha, valorizando a diversidade e o patrimônio imaterial.

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