Fifa prepara árbitros como atletas de elite para Copa de 2026
Fifa prepara árbitros como atletas de elite para 2026

A preparação dos árbitros para a Copa do Mundo de 2026 começou há quase quatro anos, informou a Fifa à Reuters. A entidade passou a tratar os juízes como atletas de elite, com treinamentos que incluem avaliações físicas repetidas, simulações de jogo e monitoramento por GPS e sensores de frequência cardíaca.

Distâncias percorridas e exigências físicas

Segundo a Fifa, os árbitros percorrem normalmente de 12 a 13 quilômetros por partida, distância comparável à de muitos jogadores de linha. O desafio vai além da distância: um árbitro pode passar uma partida lutando contra a umidade em Miami e outra a mais de 2.200 metros acima do nível do mar na Cidade do México, com voos longos, mudanças de fuso horário e temperaturas implacáveis.

Treinamento e tecnologia

Os árbitros treinam resistência, força, velocidade, agilidade e aceleração por meio de simulações semelhantes a partidas. Especialistas em desempenho analisam cada sprint, batimento cardíaco e ciclo de recuperação. Dispositivos de GPS monitoram a carga de trabalho, sensores de frequência cardíaca medem o esforço e testes de lactato no sangue ajudam a equipe a determinar como o corpo está se saindo. “Usamos rastreadores de dados no mesmo nível dos jogadores”, afirmou a Fifa.

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Equipe e estrutura

A equipe de arbitragem da Copa do Mundo é composta por 52 árbitros, 88 árbitros assistentes e 30 árbitros de vídeo, de 50 federações membros. Com sede em Miami, eles vivem em um ambiente voltado para treinamento, nutrição, recuperação e preparação técnica, com 12 especialistas médicos, 10 fisioterapeutas e um chef treinado em nutrição esportiva.

Recuperação e riscos

Os três dias que antecedem as partidas são dedicados a sessões de simulação de jogo e exercícios curtos de aceleração explosiva. Após as partidas, o foco é a recuperação ativa, com massagens e crioterapia. A Fifa também introduziu suplementos de hidratação e reformulou os cronogramas de treinamento para limitar a exposição à luz solar direta. Apesar da preparação, as lesões continuam sendo um risco. Na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Austrália na fase de grupos, o árbitro alemão Felix Zwayer desabou com cãibras nos acréscimos, exigindo ajuda de jogadores e de um árbitro assistente.

Impacto da fadiga

Pesquisas relacionaram a fadiga a um posicionamento menos preciso, ângulos de visão mais restritos e reações mais lentas — ingredientes para erros que podem ficar na história da Copa. Estudos revelaram que a corrida de alta intensidade pode representar mais de um terço dos movimentos dos árbitros durante partidas de alto nível, com a frequência cardíaca frequentemente entre 80% e 100% dos níveis máximos.

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