Departamento de Guerra dos EUA atualiza lista de empresas chinesas
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou na segunda-feira (8) uma versão atualizada da lista de empresas que, segundo o governo americano, colaboram com as forças armadas da China. O novo documento inclui 188 companhias, com destaque para nomes do setor de tecnologia, como o buscador Baidu, as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC.
Novas inclusões e impactos
Pela primeira vez, a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells foram adicionadas à relação. De acordo com uma lei recente, a partir do final de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente nenhuma das empresas listadas. Além disso, a partir de 2027, o órgão estará proibido de adquirir produtos e serviços dessas companhias por meio de terceiros.
No documento, o Departamento de Guerra justificou que as empresas "se qualificam para a designação de 'empresas militares chinesas'" e operam em território americano. As companhias têm o direito de solicitar a remoção da lista, conforme informou o órgão. Embora a inclusão não imponha sanções formais, ela pode causar danos concretos, como a perda de contratos e o estigma perante fornecedores do governo dos EUA.
Reação da China
A Embaixada da China nos Estados Unidos manifestou oposição à medida. Em nota à Reuters, a representação diplomática afirmou que o governo chinês rejeita "a criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas" e destacou que essas companhias cumprem todas as leis e regulamentações locais. "Os EUA devem cessar essa prática errônea e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas", declarou a embaixada.
Contexto político
A decisão ocorre menos de um mês após o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, em 13 de maio de 2026. A reunião, marcada por trocas de elogios, terminou sem avanços em temas sensíveis, como Taiwan, que a China considera parte de seu território. A lista atualiza uma versão anterior, divulgada no início de 2025, e reflete o contínuo tensionamento entre as duas maiores economias do mundo.



