Taxa de desemprego da OCDE se mantém em 5% em abril, perto da mínima histórica
Desemprego da OCDE fica em 5% em abril, perto da mínima

A taxa de desemprego da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) manteve-se em 5% no mês de abril de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira. O índice permanece próximo da mínima histórica registrada em julho de 2024, quando atingiu 4,9%. O resultado indica uma estabilidade no mercado de trabalho dos países membros, mesmo diante de um cenário econômico global desafiador.

Desemprego estável na OCDE

O indicador de desemprego da OCDE é calculado com base nos dados dos 38 países que compõem a organização. Em abril, a taxa geral não apresentou variação em relação ao mês anterior, mantendo-se em 5%. Esse patamar é considerado baixo historicamente e reflete a recuperação gradual do mercado de trabalho após os impactos da pandemia de covid-19. A mínima histórica de 4,9% foi registrada em julho de 2024, e desde então a taxa oscilou entre 5% e 5,1%.

Análise por países

Entre os países membros, as taxas de desemprego variaram significativamente. O Japão apresentou a menor taxa, com 2,6%, seguido pela Coreia do Sul, com 2,8%. Por outro lado, a Espanha registrou a maior taxa, com 11,7%, embora tenha apresentado uma leve queda em relação ao mês anterior. Os Estados Unidos mantiveram a taxa em 3,9%, enquanto a Alemanha ficou em 3,2%. A média da zona do euro foi de 6,5%.

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Perspectivas econômicas

A estabilidade da taxa de desemprego da OCDE ocorre em um contexto de desaceleração econômica global, com inflação ainda elevada em diversos países e juros apertados. No entanto, o mercado de trabalho tem mostrado resiliência, com a criação de empregos se mantendo em ritmo moderado. A OCDE projeta que a taxa de desemprego deve permanecer próxima dos níveis atuais ao longo de 2025, com possibilidade de leve alta no segundo semestre, caso o crescimento econômico perca força.

Impactos no Brasil

Embora o Brasil não seja membro da OCDE, os dados da organização são acompanhados de perto por autoridades econômicas. A taxa de desemprego brasileira, medida pelo IBGE, ficou em 8,2% no trimestre encerrado em abril, bem acima da média da OCDE. A diferença reflete as particularidades do mercado de trabalho brasileiro, como a informalidade e a baixa produtividade. No entanto, a tendência de estabilidade nos países desenvolvidos pode sinalizar um ambiente externo favorável para a economia brasileira, com demanda por exportações e investimentos.

Recomendações da OCDE

A OCDE tem recomendado aos países membros que invistam em políticas ativas de emprego, como qualificação profissional e incentivos à contratação de jovens e mulheres. Além disso, a organização destaca a importância de reformas estruturais para aumentar a produtividade e a competitividade, o que pode contribuir para a redução do desemprego no longo prazo.

Conclusão

A manutenção da taxa de desemprego da OCDE em 5% em abril é um sinal positivo para a economia global, indicando que o mercado de trabalho continua aquecido. No entanto, os desafios persistem, especialmente para países com taxas elevadas, como a Espanha. Acompanhar a evolução desse indicador é fundamental para entender as tendências econômicas internacionais e seus reflexos no Brasil.

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