Cuba sofre segundo apagão geral na semana
Cuba tem segundo apagão geral na semana

Pela segunda vez em menos de uma semana, Cuba sofreu um apagão geral que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica em todo o país. O blecaute ocorreu na noite desta quinta-feira (10), por volta das 20h (horário local), e se estendeu por várias horas, afetando serviços essenciais como hospitais, transporte público e sistemas de abastecimento de água.

Detalhes do apagão

De acordo com a estatal União Elétrica (UNE), o apagão foi causado por uma falha em uma das principais usinas termelétricas do país, localizada na província de Matanzas. A interrupção no fornecimento de energia ocorreu em meio a uma crise energética que já vinha afetando Cuba, com cortes programados de até 12 horas diárias em várias regiões.

O apagão geral deixou Havana, a capital, completamente às escuras, com relatos de moradores sobre a falta de iluminação pública e o fechamento de comércios. O governo cubano informou que equipes técnicas estão trabalhando para restabelecer o serviço o mais rápido possível, mas não deu previsão de normalização total.

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Impacto na população

A população cubana já vinha sofrendo com a escassez de energia, que tem sido agravada pela falta de manutenção das usinas e pela dependência de combustíveis importados. O apagão geral desta quinta-feira é o segundo em menos de uma semana, após um blecaute similar ter ocorrido no último domingo (6).

Segundo dados da UNE, a capacidade de geração de energia do país está em cerca de 60% do necessário para atender a demanda. A crise energética tem gerado protestos em várias cidades, com moradores exigindo soluções do governo.

Reações oficiais

O presidente Miguel Díaz-Canel se pronunciou nas redes sociais, afirmando que o governo está tomando todas as medidas para resolver a situação. "Estamos trabalhando incansavelmente para restabelecer o serviço elétrico e garantir o bem-estar do povo cubano", escreveu ele.

Especialistas apontam que a crise energética em Cuba é estrutural e não será resolvida apenas com reparos emergenciais. A falta de investimentos no setor, combinada com as sanções econômicas dos Estados Unidos, tem agravado a situação.

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