Cuba inicia restauração elétrica após terceiro apagão em dez dias
Cuba restaura energia após terceiro apagão em dez dias

Cuba iniciou a restauração de sua rede elétrica após sofrer o terceiro apagão nacional em menos de dez dias. A crise energética, agravada pela escassez de combustível e infraestrutura obsoleta, deixou apenas 11,5% das residências em Havana com energia elétrica na terça-feira, segundo dados oficiais.

Crise energética se agrava com embargo dos EUA

O país enfrenta uma das piores crises econômicas dos últimos cinco anos, com apagões generalizados ou parciais se tornando cada vez mais frequentes. O ministro de Energia de Cuba classificou a situação como uma 'guerra', destacando que o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos dificulta a importação de combustível e peças para manutenção das usinas.

Na terça-feira, grande parte da ilha permaneceu às escuras, com exceção de algumas regiões que conseguiram manter o fornecimento por meio de geradores de emergência. As autoridades informaram que equipes técnicas trabalham para restabelecer o serviço gradualmente, mas sem previsão de normalização total.

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Impacto na população e medidas emergenciais

A população cubana sofre com cortes de energia que duram até 12 horas por dia, afetando o abastecimento de água, a conservação de alimentos e o funcionamento de hospitais. Escolas e indústrias tiveram que suspender atividades parcialmente. O governo implementou racionamento de eletricidade e distribuição de combustível limitada para serviços essenciais.

Especialistas apontam que a crise energética cubana é estrutural, resultado de décadas de falta de investimento na infraestrutura elétrica e da dependência de petróleo venezuelano, que diminuiu drasticamente nos últimos anos. O embargo dos EUA, em vigor desde 1962, impede a compra de equipamentos e tecnologia para modernizar o setor.

Sem solução à vista

O governo cubano busca alternativas, como acordos com outros países e incentivo a fontes renováveis, mas a recuperação plena do sistema elétrico deve levar meses. Enquanto isso, a população convive com a incerteza e a deterioração da qualidade de vida. A comunidade internacional acompanha a situação, com alguns países oferecendo assistência humanitária, mas sem alívio imediato para a crise.

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