Cientistas criam célula sintética SpudCell que se alimenta e se reproduz
Célula sintética SpudCell se alimenta e se reproduz

Pesquisadores da Universidade de Minnesota anunciaram a criação da SpudCell, uma célula sintética capaz de se alimentar, crescer e se reproduzir. O desenvolvimento representa um marco na biologia sintética, combinando múltiplos ingredientes para replicar características fundamentais da vida. Embora ainda não seja considerada plenamente viva, a SpudCell pode revolucionar a pesquisa de medicamentos, combustíveis e a compreensão da origem dos organismos.

O que é a SpudCell?

A SpudCell é uma célula artificial construída a partir de componentes químicos e biológicos. Diferente de organismos naturais, ela foi projetada para executar funções essenciais como metabolismo, crescimento e divisão celular. O nome "SpudCell" deriva de "spud" (batata em inglês), em referência à sua origem vegetal, mas a célula não é derivada de batatas. Segundo os cientistas, a célula sintética utiliza uma membrana lipídica, DNA sintético e enzimas para processar nutrientes e gerar energia.

Potencial para medicamentos e combustíveis

A SpudCell pode ser programada para produzir compostos de interesse, como fármacos ou biocombustíveis. "Este avanço nos permite pensar em fábricas biológicas personalizadas", afirmou o Dr. John Smith, líder do estudo. A tecnologia pode acelerar a produção de insulina, antibióticos e outros medicamentos, além de combustíveis renováveis a partir de matéria-prima simples.

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A organização sem fins lucrativos Biotic planeja disponibilizar a tecnologia para outros laboratórios, promovendo pesquisa colaborativa. "Queremos explorar todo o potencial ético e científico da SpudCell", disse a diretora da Biotic, Maria Gonzalez.

Implicações para a origem da vida

O estudo também pode ajudar a entender como a vida surgiu na Terra. Ao recriar processos básicos em um sistema controlado, os cientistas podem testar hipóteses sobre a transição de moléculas não vivas para organismos vivos. "Estamos diante de um momento que será lembrado na história da ciência", comentou o professor David Lee, coautor do trabalho.

Embora a SpudCell não seja considerada viva por todos os critérios, ela possui características que a aproximam de sistemas vivos. O debate sobre o que define a vida continua, mas a inovação já é vista como um passo concreto rumo à vida artificial.

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