Cachorrinha resgatada com vida 5 dias após terremoto na Venezuela
Cachorrinha resgatada 5 dias após terremoto na Venezuela

Uma cachorrinha chamada Giselle foi resgatada com vida nos escombros de um prédio que desabou durante os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24. O resgate ocorreu na madrugada desta quarta-feira (29), cinco dias após o desastre, e foi realizado por uma equipe de busca e resgate de El Salvador. O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, compartilhou o vídeo da operação em suas redes sociais.

Detalhes do resgate

Segundo a publicação de Bukele, a equipe levou cinco horas para conseguir retirar Giselle dos escombros no Residencial El Palmar, em Caraballeda. O presidente escreveu: "Após 5 horas, conseguimos resgatar esta perrita que responde pelo nome de Giselle, no Residencial El Palmar, Caraballeda. Se alguém for o dono dela, pode se aproximar das nossas equipes na zona e comprovar com fotos ou vídeos que é sua".

Ajuda internacional

El Salvador está entre os países que enviaram equipes para auxiliar nas operações de busca e resgate das vítimas dos terremotos. De acordo com Bukele, o governo salvadorenho disponibilizou 300 socorristas e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos de primeira necessidade para apoiar os trabalhos no país.

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Balanço dos terremotos

O governo venezuelano atualizou na segunda-feira (27) o número de mortos para 1.719, com 5.034 feridos e 15.866 pessoas desalojadas, segundo a vice-presidente Delcy Rodríguez. O governo informou ainda que 22.619 pessoas receberam atendimento hospitalar devido a ferimentos. O balanço é provisório e os números tendem a aumentar.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, estima que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores. A entidade também calcula que 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.

Áreas mais atingidas

Os locais mais afetados ficam no litoral leste do país, sendo La Guaira a cidade que mais sofreu danos. A região do desastre inclui também Caracas e Maiquetía, onde está o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada do país, que permanece fechado por tempo indeterminado. Outros aeroportos internacionais, como o de Valência, já foram reabertos.

Risco de colapso na saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o risco de colapso no sistema de saúde da Venezuela após o terremoto, devido ao grande número de feridos e à infraestrutura danificada.

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