Brasil envia 350 mil doses de vacinas à Venezuela após terremotos
Brasil envia 350 mil vacinas à Venezuela após terremotos

O Brasil enviou 350 mil doses de vacinas à Venezuela como resposta humanitária aos terremotos que devastaram o país, deixando quase três mil mortos. A remessa é composta por 250 mil imunizantes contra a raiva canina e 100 mil contra a febre amarela, além de 7,1 toneladas de medicamentos e insumos já enviados anteriormente.

Detalhes da remessa humanitária

O carregamento foi transportado em um voo humanitário, com apoio da companhia aérea Gol e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. A ação não afeta o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme garantido pelo governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas enviadas fazem parte de estoques estratégicos que estavam dentro do prazo de validade e não comprometem a campanha de vacinação nacional. "A solidariedade internacional não prejudica a saúde dos brasileiros", afirmou o ministro da Saúde em nota oficial.

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Impacto dos terremotos na Venezuela

Os terremotos, que ocorreram na última semana, causaram destruição em diversas regiões da Venezuela, com mais de 2.800 mortes confirmadas até o momento. Hospitais e postos de saúde foram danificados, agravando a necessidade de insumos médicos e vacinas para prevenir surtos de doenças como raiva e febre amarela.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) elogiou a iniciativa brasileira, destacando que a cooperação regional é essencial em situações de emergência. "A ação do Brasil demonstra compromisso com a saúde pública nas Américas", declarou representante da Opas.

Logística e cooperação internacional

O voo humanitário partiu da Base Aérea de Brasília e pousou em Caracas, onde as vacinas foram recebidas por autoridades sanitárias venezuelanas. A Gol cedeu a aeronave e a tripulação, enquanto a ABC coordenou o transporte com apoio da Defesa Civil.

Além das vacinas, o Brasil já havia enviado 7,1 toneladas de medicamentos e insumos, totalizando mais de 350 toneladas de ajuda humanitária desde o início da crise. O governo brasileiro também disponibilizou equipes de saúde para auxiliar no atendimento às vítimas.

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