A Austrália anunciou a retomada do abate aéreo de cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, uma prática que envolve atiradores em helicópteros e que já foi condenada por grupos de defesa dos animais. A medida, implementada pelo governo de Nova Gales do Sul, tem como objetivo controlar a população de cavalos que ameaça o ecossistema local.
Contexto da decisão
Entre 2023 e 2024, o abate aéreo reduziu drasticamente o número de cavalos selvagens na região, de aproximadamente 17 mil para 3 mil animais. No entanto, após uma pausa na prática em 2025, a população se recuperou rapidamente. Estimativas recentes indicam que o número de cavalos no parque varia entre 6.476 e 16.411 indivíduos, o que levou as autoridades a retomarem o controle populacional.
Reações e críticas
Ativistas de proteção animal criticam a medida, considerando-a cruel e desnecessária. Eles defendem métodos alternativos, como contracepção ou realocação, para gerir a população de cavalos. Por outro lado, o governo argumenta que a superpopulação de cavalos causa danos significativos ao ecossistema do parque, afetando a vegetação nativa e ameaçando espécies locais.
O Parque Nacional Kosciuszko, localizado na região dos Alpes Australianos, é uma área de grande importância ecológica. As autoridades afirmam que o abate aéreo é uma ferramenta eficaz para reduzir rapidamente o número de animais e proteger o habitat. No entanto, a controvérsia continua, com debates acalorados entre ambientalistas e defensores dos direitos dos animais.
Próximos passos
O governo de Nova Gales do Sul planeja realizar novas operações de abate aéreo nos próximos meses, com monitoramento constante da população de cavalos. Enquanto isso, grupos ativistas prometem intensificar a pressão política e judicial para interromper a prática. A situação permanece tensa, com ambos os lados defendendo suas posições.



