Senadores dos EUA fecham acordo com Trump para sancionar exportações russas
Acordo no Senado dos EUA para sancionar exportações russas

Senadores dos Estados Unidos afirmaram ter chegado a um acordo com o presidente Donald Trump para impor sanções às exportações russas, em uma medida bipartidária que visa pressionar a Rússia economicamente. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10) por líderes do Senado, que destacaram o apoio da Casa Branca à proposta.

Detalhes do acordo

O acordo prevê sanções abrangentes sobre as exportações russas de petróleo, gás natural, carvão e minerais críticos. Segundo os senadores, as medidas visam reduzir a capacidade da Rússia de financiar sua guerra na Ucrânia. O pacote inclui a proibição de importações desses produtos pelos EUA e a imposição de tarifas elevadas sobre outras commodities russas.

O senador Lindsey Graham, um dos líderes da iniciativa, afirmou: "Este acordo demonstra que podemos agir de forma bipartidária para enfrentar a agressão russa. As sanções serão as mais duras já impostas contra Moscou."

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Apoio bipartidário

A proposta recebeu apoio tanto de republicanos quanto de democratas. O senador Bob Menendez, presidente do Comitê de Relações Exteriores, declarou: "Estamos unidos em enviar uma mensagem clara de que os EUA não tolerarão as violações da soberania ucraniana. As sanções atingirão o coração da economia russa."

De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA, as exportações russas de petróleo e gás representaram cerca de US$ 200 bilhões em 2025, sendo o principal pilar da receita do Kremlin. As sanções propostas podem reduzir essas receitas em até 40%, segundo estimativas de analistas.

Próximos passos

O acordo ainda precisa ser formalizado em um projeto de lei, que será submetido à votação no Senado nas próximas semanas. A expectativa é que a medida seja aprovada com ampla maioria, dado o consenso bipartidário. A Casa Branca já sinalizou que Trump sancionará a lei assim que for aprovada pelo Congresso.

Especialistas alertam que as sanções podem impactar o mercado global de energia, elevando os preços do petróleo e do gás. No entanto, os senadores argumentam que os EUA estão preparados para mitigar esses efeitos com aumento da produção interna e acordos com aliados.

Reações internacionais

A Rússia criticou a medida, classificando-a como "ilegal e hostil". O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou tomará "medidas recíprocas" para proteger seus interesses econômicos. A União Europeia, por outro lado, elogiou a iniciativa e sinalizou que pode coordenar sanções semelhantes.

O acordo entre senadores e Trump marca um raro momento de cooperação entre o Legislativo e o Executivo em um tema de política externa, após meses de tensões sobre a guerra na Ucrânia e a abordagem da administração Trump em relação à Rússia.

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