Tarifaço dos EUA pesa mais na campanha eleitoral do que na economia
Tarifaço dos EUA pesa mais na campanha eleitoral do que na economia

O anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos gerou repercussão imediata nos mercados globais, mas analistas apontam que o peso maior recai sobre o cenário eleitoral americano, enquanto os efeitos econômicos concretos devem ser limitados no curto prazo. Segundo especialistas consultados, a medida tem caráter mais político do que protecionista, visando angariar votos em estados industriais.

Impacto político supera o econômico

De acordo com analistas de mercado, as tarifas anunciadas pelo governo americano afetam setores específicos, mas o volume de comércio atingido é pequeno em relação ao PIB dos EUA. "O tarifaço pesa mais na campanha eleitoral do que na economia", afirmou um estrategista político. A medida atinge produtos como aço e alumínio, com alíquotas que variam de 10% a 25%, mas que representam menos de 0,5% do comércio bilateral.

Reação dos mercados

O Dow Jones Futuro opera em alta, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia e pela percepção de que as tarifas não devem escalar para uma guerra comercial ampla. No Brasil, o Ibovespa acompanha o otimismo externo, com destaque para ações de empresas exportadoras de commodities. O dólar comercial opera estável, em torno de R$ 5,20.

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Oportunidades setoriais

Para investidores, o momento pode representar oportunidades em setores menos afetados pelas tarifas. O Santander divulgou relatório apontando que empresas de energia e infraestrutura, como Alupar e Axia Energia, são boas opções para navegar a turbulência. A Alupar venceu lote de transmissão da Aneel com RAP de R$ 96,7 milhões, enquanto a Axia venceu três lotes em leilão. Já a São Martinho anunciou pagamento de R$ 69,9 milhões em dividendos.

Riscos e cenário eleitoral

O tarifaço também pode gerar desgaste político para candidatos que dependem do comércio exterior. Flávio, por exemplo, pode enfrentar pressão de setores agrícolas e industriais. "As tarifas podem virar oportunidade ou novo desgaste para Flávio", disse analista. Enquanto isso, o mercado monitora os próximos passos do Fed e os dados de serviços (ISM) que saem nesta segunda-feira.

No Brasil, a disputa eleitoral acirrada e as incertezas fiscais mantêm o mercado pessimista. O Tesouro IPCA+ registrou alta de mais de 70% nas compras, à medida que os juros reais sobem. A pesquisa Focus mostrou piora nas expectativas para inflação e crescimento.

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