Remada viking: a febre norueguesa que viralizou na Copa do Mundo
Remada viking: febre norueguesa na Copa do Mundo

A seleção da Noruega, que enfrenta o Brasil neste domingo (5), não participava de uma Copa do Mundo desde 1998. Para engajar a torcida, a confederação de futebol e torcedores investiram na 'remada viking': um gesto de remo sincronizado acompanhado do grito 'Ro!' (remar). A febre viralizou em tempo recorde, com apenas alguns meses de existência.

Origem da ideia

O professor Ole Frøystad criou o cântico. Ele preparou entre 10 e 15 ideias, buscando algo curto, fácil e com elementos culturais. Inspirado pelos 'viking claps' da Islândia, pensou nos gestos de remada dos vikings. 'Eles remavam para a batalha... Foi como um estalo', disse à ESPN australiana.

A remada foi testada pela primeira vez em março, em um amistoso contra a Suíça. Vídeos explicativos nas redes sociais alcançaram 38 milhões de visualizações e quase 3 milhões de curtidas. Apesar de críticas, a adesão foi massiva.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Cântico vira hit

A música 'Vikingblod', lançada pela torcida Oljeberget com o cantor Petter Katastrofe, tornou-se a mais ouvida no Spotify norueguês. O refrão diz: 'Somos a Noruega, sabemos que não somos os maiores / Mas Odin sabe que chegamos primeiro / Cruzamos o Atlântico, remaremos todo o caminho / Em nossas veias corre sangue viking'.

No entanto, a referência aos vikings gera controvérsia. O jornal Verdens Gang (VG) questionou: 'Será que realmente não temos nada mais a oferecer além dessa representação vazia e turística desse povo enigmático?'. O torcedor Emil Anners Lappen viralizou ao se recusar a participar: 'Eu acho que essa remada foi uma ideia estúpida desde o começo'.

Apesar das críticas, a remada viking marcou a Copa do Mundo e deve perdurar para as próximas edições.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar