Luis Galarreta, companheiro de chapa de Keiko Fujimori nas eleições presidenciais do Peru, viralizou nas redes sociais por usar uma prótese em formato de gancho no lugar das mãos. Ele será vice-presidente do país caso a chapa vença.
Origem e deficiência congênita
Nascido em Lima em 1971, Galarreta veio ao mundo com uma má-formação congênita nos membros superiores. Com apenas três meses de vida, os médicos recomendaram a amputação dos braços. Segundo ele, sua mãe havia tomado durante a gravidez um medicamento que afetou o desenvolvimento fetal.
"Minha história é muito rica, não mudaria nada. Durante a gravidez, minha mãe tomou um medicamento que afetava o desenvolvimento dos fetos. Antes do meu nascimento, meus pais foram informados de que eu poderia ter uma malformação e que a recomendação médica era amputar uma parte do meu corpo. Deve ter sido uma decisão muito difícil", afirmou o parlamentar em entrevista ao canal da jornalista Milagros Leiva no YouTube.
Carreira política antes do fujimorismo
Antes de se aproximar do fujimorismo, Galarreta construiu sua carreira política dentro do Movimento pela Liberdade, grupo liderado pelo escritor e ex-candidato presidencial Mario Vargas Llosa. Sua primeira disputa eleitoral foi em 2001, quando tentou uma vaga no Congresso pelo bloco Unidade Nacional, sem sucesso. No ano seguinte, foi eleito vereador de Lima.
Em 2006, conquistou seu primeiro mandato como deputado e foi reeleito em 2011. Na época, integrava o Partido Popular Cristão (PPC), grupo de centro-direita que mantinha distância do movimento liderado por Keiko Fujimori.
Relação com o fujimorismo
A relação entre Galarreta e o fujimorismo nem sempre foi amistosa. Em 2011, criticou duramente o governo do pai de Keiko, o ex-presidente Alberto Fujimori, afirmando que a década de 1990 foi marcada por problemas institucionais, violações de direitos humanos e casos de corrupção.
Após deixar o Partido Popular Cristão alegando motivos pessoais, Galarreta ingressou na Fuerza Popular em 2015, partido comandado por Keiko Fujimori. A decisão representou uma guinada política e o transformou em um dos principais aliados da candidata. No novo partido, foi porta-voz durante a campanha presidencial de 2016 e, no ano seguinte, assumiu a presidência do Congresso peruano.
Defesa do legado dos anos 1990
Galarreta passou a defender publicamente o legado dos anos 1990, afirmando que o governo de Alberto Fujimori teve erros e crimes, mas apresentou resultados positivos em outras áreas. Atualmente, além de integrar a chapa presidencial de Keiko Fujimori, ocupa o cargo de vice-presidente do Parlamento Andino.



