Desde que deixou a Casa Branca em janeiro de 2021, a influência global do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem mostrado sinais claros de declínio. Analistas políticos apontam que sua capacidade de moldar eventos internacionais e mobilizar aliados estrangeiros se reduziu significativamente.
Perda de protagonismo em fóruns internacionais
Trump, que durante seu mandato frequentemente desafiou alianças tradicionais e instituições multilaterais, agora enfrenta um cenário em que suas posições perderam força. Em fóruns como o G7 e a OTAN, suas propostas são cada vez menos consideradas, e líderes mundiais têm se distanciado de sua retórica.
Segundo especialistas em relações internacionais, a erosão de sua influência começou ainda durante o processo de impeachment e se intensificou após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Reações de aliados e adversários
Aliados tradicionais dos EUA, como Alemanha e França, têm demonstrado publicamente preferência por uma abordagem mais previsível e multilateral, contrastando com o estilo errático de Trump. Já adversários como a Rússia e a China, que antes se beneficiavam de suas políticas divisionistas, agora o veem como uma figura menos relevante no cenário global.
“O declínio de Trump é evidente na forma como líderes estrangeiros deixam de buscar seu apoio ou endosso para agendas internacionais”, afirmou um analista político ouvido pela reportagem.
Impacto nas eleições e no movimento MAGA
Apesar de ainda manter uma base fiel nos Estados Unidos, a influência de Trump no exterior diminuiu. Movimentos populistas de direita em outros países, que antes o viam como referência, agora buscam novas lideranças. O fenômeno é observado especialmente na Europa, onde partidos de extrema direita têm se distanciado de suas posições mais radicais.
Dados recentes indicam que o número de encontros e declarações conjuntas com líderes estrangeiros caiu mais de 70% desde 2020, evidenciando o isolamento diplomático.
Perspectivas futuras
Com a aproximação das eleições presidenciais de 2024, a influência global de Trump pode ser testada novamente. No entanto, analistas acreditam que, mesmo que ele retorne à Casa Branca, seu capital político internacional já foi comprometido. O legado de suas políticas, como a retirada do Acordo de Paris e o rompimento com o Irã, continua a gerar controvérsias, mas sua capacidade de liderar uma agenda global unificada é questionada.



