Autoridades americanas e iranianas confirmaram no domingo que o texto final do acordo foi fechado, estabelecendo uma trégua de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz. O pacto, mediado pelo Paquistão, visa interromper as hostilidades em várias frentes, incluindo no Líbano, e criar condições para negociações sobre o programa nuclear iraniano e sanções econômicas.
Detalhes do acordo
Pelo acordo, o Irã se compromete a remover as minas do estreito, enquanto os Estados Unidos iniciam o desmantelamento do bloqueio naval na região. As questões centrais, como o programa nuclear e a liberação de ativos iranianos congelados, serão debatidas após a reabertura total do estreito.
Contexto e implicações
A guerra, que se intensificou nos últimos meses, envolveu ataques a instalações petrolíferas e navios comerciais, elevando o preço do petróleo no mercado internacional. O cessar-fogo de 60 dias é visto como uma janela para negociações mais amplas, que podem incluir também a situação no Líbano e a influência iraniana na região.
Analistas destacam que a mediação paquistanesa foi crucial para superar impasses, especialmente em relação à segurança no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A reabertura do estreito deve aliviar as tensões no mercado energético e reduzir os riscos de um conflito regional mais amplo.
As negociações nucleares, que estavam paralisadas desde 2025, serão retomadas com a mediação de potências mundiais, incluindo Rússia e China. O Irã insiste no direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos, enquanto os EUA exigem inspeções rigorosas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O acordo foi recebido com cautela por aliados regionais de ambos os lados. Israel expressou preocupação com o prazo de 60 dias, considerando insuficiente para garantir a segurança. Já países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, saudaram a trégua como um passo positivo para a estabilidade regional.
Nas próximas semanas, equipes técnicas de ambos os países trabalharão na desminagem e na retirada de navios de guerra. A comunidade internacional acompanha de perto o cumprimento dos termos, na expectativa de que o cessar-fogo evolua para um acordo de paz duradouro.



