Espanha mostra que defesa sólida é chave para título mundial
Espanha prova que defesa é chave para vencer Copa

A máxima de que uma defesa sólida é fundamental para vencer uma Copa do Mundo foi confirmada pela Espanha, que venceu a França por 2 a 0 na primeira semifinal do torneio. A seleção espanhola, comandada por De la Fuente, sofreu apenas um gol em sete partidas, anulando completamente o ataque francês, estrelado por Mbappé, Dembélé, Olise e Barcola, que não conseguiu sequer assustar o goleiro Unai Simon.

Lições para o Brasil de Ancelotti

O tema é especialmente relevante para o Brasil, que sob o comando de Carlo Ancelotti enfrenta desafios defensivos. Enquanto o foco da torcida se dividia entre Neymar e a busca por um camisa 9, a verdadeira preocupação do técnico italiano deveria ser o sistema defensivo. Ancelotti não conseguiu responder a perguntas cruciais: controlar o jogo com posse de bola, proteger Alisson com linhas baixas ou pressionar a saída de bola adversária?

Idade da linha defensiva preocupa

Um dos principais problemas é a idade elevada da linha defensiva brasileira, com média de 31,8 anos. Para efeito de comparação, a Noruega, que eliminou o Brasil, tinha 28,4 anos; a França, derrotada pela Espanha, 26,6; e a própria Espanha, 26,6. A Inglaterra, que enfrenta a Argentina na outra semifinal, também tem média de 26,6. A Argentina de Scaloni tem 30 anos. Se incluirmos Casemiro (34 anos) como volante de proteção, a média sobe para 32,1 anos.

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Problemas ofensivos e eliminação

Além da defesa envelhecida, o Brasil perdeu Lucas Paquetá para o confronto com a Noruega nas oitavas de final, ficando sem a bola longa que definia a transição ofensiva. Sem laterais aptos a apoiar e sem um meia organizador, o time foi empurrado para trás quando Bruno Guimarães, a única peça criativa, desabou mentalmente após perder um pênalti.

Média de gols brasileira é alarmante

O Brasil encerrou sua participação com média de 0,80 gol por jogo (4 gols em 5 partidas), a segunda pior do jejum de títulos, empatada com 2010 (0,40 em 2006; 0,60 em 2018; 0,40 em 2022). Enquanto isso, a Espanha, com média de 0,14 gol sofrido por jogo (1 em 7), prova que sua vaga na final é merecida.

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