Presidente eleito suspende transição e acusa Petro de golpismo
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou publicamente o atual presidente, Gustavo Petro, de tentar um 'golpe de Estado' para se manter no poder. Em resposta, De la Espriella anunciou a suspensão imediata do processo de transição governamental, que ocorreria a um mês de sua posse.
Em declaração à imprensa, De la Espriella afirmou que 'o presidente Petro está claramente tentando subverter a vontade popular expressa nas urnas'. Ele pediu que as Forças Armadas colombianas 'defendam a democracia e desobedeçam a ordens inconstitucionais' do atual mandatário.
Contexto da crise política
A crise se intensificou após Petro questionar a legitimidade do processo eleitoral que elegeu De la Espriella, levantando suspeitas de fraude. O presidente em exercício, no entanto, nega as acusações de golpismo e afirma que respeitará o resultado das eleições.
'Não há nenhuma tentativa de golpe. Estou apenas cumprindo meu dever de garantir que a transição ocorra de forma transparente', declarou Petro em comunicado oficial. Apesar disso, a tensão entre os dois líderes políticos cresce a cada dia, gerando preocupação nacional e internacional.
Reação das Forças Armadas e comunidade internacional
Até o momento, as Forças Armadas colombianas não se manifestaram oficialmente sobre o pedido de De la Espriella. Analistas políticos apontam que uma eventual desobediência militar poderia aprofundar a instabilidade no país.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu nota expressando 'profunda preocupação' com a situação e pediu diálogo entre as partes. 'A democracia colombiana deve ser preservada dentro do respeito ao Estado de Direito', afirmou o secretário-geral da OEA.
A um mês da posse prevista para 7 de agosto de 2026, a Colômbia enfrenta seu maior teste político desde os acordos de paz de 2016. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, enquanto líderes regionais pedem calma e respeito ao processo democrático.



