Três presos no Pantanal por abate de jacarés e furtos de gado
Presos no Pantanal por abate de jacarés e furtos de gado

Três homens investigados por furtos de gado, ameaças, posse ilegal de armas e crimes ambientais foram presos durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro) e da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, realizada no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A ação desarticulou o grupo criminoso que atuava na região.

Investigações e denúncias

As investigações começaram após denúncias de produtores rurais e moradores da região. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava havia anos no Pantanal e usava armas de fogo e embarcações para intimidar comunidades ribeirinhas e pescadores. Além das ameaças, os suspeitos também são investigados por furtos de gado e abate clandestino de animais.

Flagrante e apreensões

Durante as buscas em um imóvel no Porto da Manga, apontado pela polícia como base dos suspeitos, os policiais apreenderam uma espingarda com coronha artesanal e sem numeração aparente, além de uma rede de pesca de fibra sintética ainda molhada. Na sequência, as equipes localizaram carcaças de cerca de seis jacarés de grande porte, abatidos e carneados. Algumas estavam submersas. Os policiais também encontraram filetes de carne de jacaré armazenados na residência. Diante do flagrante por posse irregular de arma de fogo e crimes ambientais, dois homens foram presos.

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Segunda fase da operação

Em outra frente da operação, policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá cumpriram um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um terceiro investigado. Na casa do suspeito, os policiais apreenderam outra espingarda, escondida atrás de um móvel, dez munições calibre .22 LR, três munições calibre .38 SPL e um aparelho celular. Os três suspeitos foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá e permaneceram à disposição da Justiça.

Impacto ambiental e continuidade das investigações

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo e apurar os danos patrimoniais e ambientais causados na região pantaneira. O abate de jacarés, espécie protegida, configura crime ambiental grave, e os furtos de gado afetam diretamente a economia local.

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