Governo mobiliza forças de segurança após ultimato xenófobo
A África do Sul reforçou o policiamento em várias cidades para conter protestos anti-imigração, após grupos xenófobos darem um prazo para que estrangeiros deixem o país. A campanha, com forte tom de hostilidade, já provocou a fuga de aproximadamente 25 mil pessoas, segundo autoridades locais.
Clima de medo em Durban e outras regiões
Em Durban, manifestantes zulus armados criaram um clima de pânico entre migrantes, acusados de roubar empregos dos sul-africanos. Muitos estrangeiros relataram ameaças diretas e agressões. Um imigrante moçambicano ouvido pela AFP afirmou: 'É melhor ir embora do que morrer aqui'. A frase reflete o desespero de quem busca abrigo ou repatriação.
Confrontos deixam mortos e feridos
Os confrontos entre grupos xenófobos e imigrantes já resultaram em mortes, embora números oficiais ainda não tenham sido divulgados. A polícia utiliza barreiras e patrulhas reforçadas para evitar novos ataques. Organizações de direitos humanos denunciam a inação do governo diante da crescente violência.
Impacto econômico e social
A crise migratória agrava tensões sociais em um país já marcado por alto desemprego e desigualdade. Pequenos negócios de imigrantes foram saqueados ou incendiados. A campanha xenófoba, alimentada por discursos políticos, ameaça a estabilidade regional e a reputação internacional da África do Sul.



