Corpo de padre brasileiro morto na Ucrânia chega ao Brasil e será velado
Corpo de padre brasileiro morto na Ucrânia chega ao Brasil

O corpo do padre brasileiro Robson Gavioli, de 36 anos, que morreu na Ucrânia após complicações de uma cirurgia no joelho, chegou ao Brasil no domingo (14) e será velado nesta segunda-feira (15) em São José do Rio Preto (SP). O sepultamento está previsto para ocorrer em Urânia (SP) no fim do dia.

Circunstâncias da morte

O padre Robson Gavioli servia à Igreja Católica e morava há 14 anos na Ucrânia. Ele machucou o joelho durante uma missão, ao levar jovens para subir uma montanha para um momento de oração no país em guerra. A cirurgia, inicialmente prevista para fevereiro, foi adiada devido à superlotação nos hospitais ucranianos e realizada recentemente em Kiev. Considerada simples pelos médicos, o procedimento resultou em uma tromboembolia – obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo – que levou a uma parada cardiorrespiratória. O sacerdote não resistiu e faleceu no dia 6 de junho.

Chegada ao Brasil e velório

O corpo de Robson chegou ao Brasil no domingo (14) em Guarulhos (SP) e foi transportado para São José do Rio Preto, cidade onde residiu antes de se mudar para o exterior. O velório será realizado no Santuário das Almas e na Paróquia São João Batista. O cortejo e o sepultamento ocorrerão após as 12h. Confira o cronograma:

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  • 6h – Início do velório em São José do Rio Preto;
  • 8h – Laudes durante o velório;
  • 10h – Missa de corpo presente;
  • 12h – Cortejo fúnebre com destino a Urânia;
  • 15h – Missa de corpo presente celebrada pelo Bispo Diocesano de Jales;
  • 17h30 – Sepultamento em Urânia.

Trajetória de fé

Robson iniciou sua trajetória como seminarista em São José do Rio Preto e, em 2011, migrou para Brasília (DF). Posteriormente, foi enviado à Ucrânia após um sorteio para formação pelo seminário de Khmelnytskyi, uma das dioceses do país. Em 2022, com o início do conflito entre Ucrânia e Rússia, ele teve a oportunidade de retornar ao Brasil, mas decidiu ficar e ajudou muitos refugiados e vítimas da guerra até seus últimos dias.

Legado

O padre Valdinei Lobo de Almeida, amigo próximo de Robson e atualmente servindo na Paróquia Santuário das Almas de Rio Preto, destacou o legado de amor ao próximo deixado pelo missionário. “Ele estava sempre feliz com a missão à qual foi enviado para evangelizar as pessoas. Estava muito convicto daquilo que anunciava, da missão que Deus havia colocado para ele. Tinha isso no coração. Estamos em oração por ele e pela família”, comentou Valdinei.

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