Aos 50, comecei nova carreira: nem eu nem Gaudí murchamos
Aos 50, comecei nova carreira: nem eu nem Gaudí murchamos

“Eu comecei uma nova carreira aos 50. Nem eu, nem Gaudí, nem nenhum de nós está murchando”. A frase é da cronista que, em 2021, começou a escrever crônicas para o Estadão após negociar um espaço além da moda. Ela relembra que, apesar de amar a leitura, escrever exige técnica e dedicação, e cita Gaudí: “Primeiro o amor, depois a técnica”.

O amor pela escrita

A autora, leitora de Wittgenstein, sente prazer em expandir seu mundo por meio das palavras. Sua primeira crônica, “O branco dos olhos”, foi publicada em 19 de setembro de 2021. Ela confessa nunca a ter relido por vergonha, comparando-se a Gaudí, que talvez também sentisse constrangimento ao ver suas primeiras obras, como os postes de iluminação.

O desabafo que inspirou a reflexão

A crônica ganhou forma após a autora receber um vídeo de uma mulher de 48 anos que afirmava que, aos 50, as mulheres começam a “murchar” e por isso nunca iniciariam algo novo. A autora discorda veementemente: “Nem mulheres nem homens murcham”. Ela cita Gaudí, que dedicou 43 anos à Sagrada Família e iniciou várias obras paralelas, sempre inovando.

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“Nosso maior cliente não tem pressa”, dizia Gaudí sobre Deus. Sua obra foi concluída 143 anos após o início. A autora conclui: “Eu comecei uma nova carreira aos 50. Nem eu, nem Gaudí, nem nenhum de nós está murchando. Podemos e devemos começar por amor algo novo.”

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