Por que cresce a procura por tratamentos contra celulite
Alta na procura por tratamentos contra celulite

O mercado global de tratamentos contra celulite está em expansão e deve ultrapassar US$ 6 bilhões na próxima década, segundo projeções do setor. Apesar do discurso crescente de aceitação corporal, a procura por procedimentos estéticos para reduzir a aparência da celulite continua aumentando, impulsionada por uma mudança de mentalidade: a busca não é mais pela perfeição, mas por autonomia, informação e bem-estar.

Mudança de paradigma na estética

Especialistas apontam que a decisão de recorrer à estética hoje está menos ligada a padrões irreais e mais ao autocuidado e à saúde. “A mulher moderna busca tratamentos que tragam resultados reais e segurança, não apenas estética”, afirma a dermatologista Carla Visintainer, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A celulite, condição que afeta cerca de 85% das mulheres acima de 20 anos, deixou de ser um tabu e passou a ser tratada com abordagens baseadas em evidências.

GoldIncision: técnica brasileira de destaque

Um exemplo dessa tendência é a GoldIncision, técnica brasileira premiada internacionalmente que combina microincisões com laser para liberar as fibras que causam a celulite. O procedimento, realizado sob anestesia local, tem alta taxa de satisfação e recuperação rápida. “É uma técnica minimamente invasiva que respeita a anatomia e oferece resultados duradouros”, explica o cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, criador do método.

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Redes sociais e padrões de beleza

As redes sociais, por outro lado, continuam a alimentar padrões de beleza, o que também contribui para a procura por procedimentos. No entanto, a abordagem atual é mais consciente: pacientes buscam informações em fontes confiáveis e priorizam clínicas com protocolos médicos e segurança comprovada. O mercado de estética no Brasil, um dos maiores do mundo, reflete essa tendência, com crescimento anual de 8% no segmento de tratamentos para celulite.

Perspectivas futuras

Com a projeção de US$ 6 bilhões até 2034, o setor deve continuar inovando, combinando tecnologia e bem-estar. A celulite, embora não seja uma doença, afeta a autoestima de muitas mulheres, e os tratamentos atuais oferecem opções eficazes e seguras. “O foco não é eliminar a celulite, mas melhorar a qualidade da pele e a satisfação da paciente”, conclui Visintainer.

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