A ginasta ucraniana Oleksandra Paskal, de 10 anos, sobrevivente da guerra na Ucrânia, viveu um dia especial ao visitar o Rio de Janeiro e conhecer suas maiores referências no esporte: Rebeca Andrade, Jade Barbosa e outras integrantes da seleção brasileira de ginástica artística.
Encontro no centro de treinamento
A visita ocorreu no centro de treinamento onde atletas olímpicos brasileiros se preparam. Oleksandra, conhecida como Sasha, pratica ginástica rítmica e perdeu a perna esquerda em 2022, aos seis anos, após a explosão de um míssil russo na região de Zatoka, na Ucrânia. Desde então, encontrou no esporte a força para seguir perseguindo os sonhos que tinha antes da guerra.
Emoção e apresentação
“Nosso encontro com ela é muito sobre o que o esporte pode trazer pra gente”, disse Jade Barbosa. “Hoje agradeço de poder ver mais uma história dessa ao vivo assim”, acrescentou a ginasta. As atletas brasileiras, acostumadas a competir diante de ginásios lotados, desta vez assumiram o papel de espectadoras. Durante a visita, Oleksandra fez uma apresentação que arrancou aplausos da seleção. “Eu mesma estaria bem nervosa. Muito legal poder vivenciar isso junto com ela”, afirmou Rebeca Andrade.
Sonhos olímpicos e turnê
A jovem ucraniana sonha em alcançar objetivos que as brasileiras já conquistaram. Ela esteve nos Jogos Olímpicos de Paris como torcedora e acompanhou de perto as medalhas conquistadas por Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. Oleksandra também afirmou que espera ver a ginástica rítmica incluída no programa dos Jogos Paralímpicos de 2032 para ter a oportunidade de competir.
A atleta está no Brasil para apresentar o espetáculo Dance of Freedom — ou Dança da Liberdade. A turnê já passou por Paris e Nova York. Depois do Rio de Janeiro, seguirá para Nairóbi, no Quênia, e Tóquio, no Japão.
Mensagem de paz
Segundo a mãe dela, Maria Paskal, a vida da família mudou profundamente nos últimos quatro anos. Ela afirma que o espetáculo busca transmitir uma mensagem de paz e lembrar que muitas crianças já morreram em uma guerra que ainda não terminou. Enquanto leva essa mensagem pelo mundo, Sasha segue desafiando os limites impostos pela guerra e construindo novos sonhos por meio do esporte.
No fim do encontro, ela recebeu um abraço das atletas brasileiras — uma lembrança que deve levar do Brasil junto com a experiência de conhecer algumas de suas maiores inspirações na ginástica.



