Teste de farofa pronta: Farofa do Juca é a melhor, eleita por unanimidade
Teste de farofa: Farofa do Juca é a melhor, eleita por unanimidade

O Paladar Testou reuniu um time de cinco chefs e especialistas para avaliar 16 marcas de farofa temperada pronta à base de mandioca, em um teste às cegas realizado na Casa da Li, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. O objetivo era encontrar as farofas com sabor mais próximo do caseiro, douradas, crocantes e com equilíbrio de sal e gordura. Mais da metade das marcas foi reprovada por sabor artificial e excesso de aditivos.

Campeã unânime: Farofa do Juca leva Selo Ouro

A Farofa do Juca (R$ 19,70, 200 g) foi eleita por unanimidade a melhor entre todas. Os jurados destacaram o visual atraente, os flocos grandes, o equilíbrio no sal e, principalmente, o sabor de farofa caseira. “Com certeza a mais parecida com a versão feita em casa”, atestou um dos jurados. O produto recebeu o Selo Ouro do Paladar Testou.

Segundo e terceiro lugares: Santa Rita e D'Goiás

A farofa Santa Rita (R$ 18,99, 250 g) ficou com o Selo Prata, agradando pelo sabor suave, toque agridoce e bom equilíbrio no sal. Já a D'Goiás (R$ 17,80, 400 g) ocupou o terceiro lugar, com boa crocância, textura agradável e sal na medida. “O toque de cebola bem caramelizada faz diferença”, avaliou um dos jurados.

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O time de jurados e os critérios de avaliação

Participaram da degustação Lavinia Dezuani, chef na Casa da Li; Francisco Montans, sócio do restaurante Quente na Boca; Fabio Simbo, chef do Azur do Mar; Bruno Fischetti, chef executivo do Hospedaria; e Pedro Gonzalez, chef e proprietário do Tortuga. Os critérios incluíram sabor, crocância, equilíbrio de sal e gordura, aparência e aroma. A dica de ouro dos especialistas: na hora de escolher uma farofa no supermercado, verifique a lista de ingredientes — quanto menos, melhor.

Outras marcas avaliadas: destaques e reprovadas

Entre as 16 marcas, algumas se destacaram positivamente, como Bom Gosto (R$ 8,50, 300 g), com sabor de alho e aparência caseira; Br Spices (R$ 12,99, 180 g), natural e crocante; D'Alena (R$ 18,99, 400 g), com flocos grandes e sabor próximo do natural, embora um pouco salgada; e Tabuleiro da Chef Tereza (R$ 28,90, 300 g), com sabor marcante de coco, flocos grandes e pouca gordura, considerada “leve e gostosa”.

Por outro lado, várias marcas foram reprovadas. Da Terrinha (R$ 7,89, 300 g) teve aroma e sabor considerados “muito ruins”. D'Chefe (R$ 7,59, 300 g) foi descrita como “gosto de produto industrializado, muito sal, sabor exagerado de bacon, cheiro de baconzitos”. Kicaldo (R$ 5,89, 400 g) foi classificada como “extremamente artificial, parece tempero de macarrão instantâneo”. Kisabor (R$ 3,99, 400 g) apresentou textura pouco crocante, pouco sabor e aroma “estranho”. Kodilar (R$ 6,49, 400 g) foi descrita como “sabor de farofa que ficou no pacote aberto de um dia para o outro”, com excesso de defumado e zero crocância. Qualitá (R$ 6,79, 400 g) lembrou “salgadinho de queijo”, com excesso de sal e seca demais. Solito (R$ 5,99, 400 g) tinha aroma e sabor intensos e artificiais, embora a crocância e a aparência tenham agradado. Swift (R$ 14,90, 400 g) tinha textura crocante e sal na medida, mas sabor muito artificial. Yoki (R$ 7,59, 400 g) apresentou aroma defumado que não agradou, com sabor “muito industrializado, que lembrou salgadinho de pacote”.

Metodologia do Paladar Testou

O teste segue um regulamento rigoroso: as amostras são adquiridas anonimamente em grandes redes de supermercado e empórios de São Paulo, sem que as marcas saibam que serão testadas. O júri também não conhece as marcas antes da apuração. O Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial.

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