Vereador petista Senival Moura preso por lavagem de dinheiro do PCC
Vereador Senival Moura preso por lavagem de dinheiro do PCC

O vereador de São Paulo, Senival Pereira de Moura (PT), foi preso na manhã desta terça-feira (25) durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião. Moura, que cumpre o sexto mandato na Câmara Municipal e ocupa cargos estratégicos, como a presidência da Comissão de Transportes, é apontado como uma das figuras centrais do esquema.

Esquema envolve controle indireto da Transunião

De acordo com as investigações, o vereador exercia controle indireto sobre a Transunião, utilizando a empresa para desviar recursos ilícitos provenientes do PCC. A suspeita é que Moura atuava como um dos líderes do esquema, facilitando a lavagem de dinheiro da facção criminosa. A operação cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a outros investigados.

Assassinato de diretor em 2020 deu início às apurações

As investigações começaram após o assassinato do diretor da Transunião, em 2020. O crime revelou disputas internas na empresa e chamou a atenção das autoridades para movimentações financeiras suspeitas. Entre 2019 e 2022, foram identificadas transferências que totalizam R$ 4,39 milhões, supostamente oriundas de atividades criminosas do PCC.

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Moura nega acusações

Por meio de sua assessoria, o vereador Senival Moura negou todas as acusações. "O vereador sempre agiu dentro da legalidade e está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos. Confia na inocência e na rápida apuração da verdade", diz a nota. A defesa ainda não teve acesso integral aos autos, mas promete contestar as alegações.

Impacto político e próximos passos

A prisão de um vereador em pleno exercício do mandato, com longa trajetória no PT, gera forte repercussão política. A Câmara Municipal de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente, mas deve abrir procedimento interno para avaliar a situação do parlamentar. O MPSP informou que a operação continua em andamento e novas informações serão divulgadas ao longo do dia.

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