O setor de self-storage no Brasil atingiu a marca de mais de 224 mil boxes em 2026, segundo dados da Associação Brasileira de Self-Storage (ABSS). O crescimento médio anual é de 15%, impulsionado pela urbanização crescente, redução do tamanho das residências e aumento da demanda por espaços flexíveis.
Crescimento acelerado do setor
Nos últimos cinco anos, o número de boxes mais que dobrou, passando de 100 mil em 2021 para os atuais 224 mil. A expansão é puxada principalmente pelas regiões Sudeste e Sul, que concentram 70% dos empreendimentos. São Paulo lidera com 35% do total, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Perfil do consumidor
O público-alvo do self-storage é diversificado: desde pessoas físicas que precisam guardar móveis e objetos pessoais durante uma mudança, até empresas que armazenam documentos, estoques e equipamentos. Cerca de 40% dos clientes são corporativos, enquanto 60% são indivíduos.
Motivos para o crescimento
Especialistas apontam que a verticalização das cidades e o aumento do custo do metro quadrado tornam o self-storage uma alternativa viável. Além disso, a cultura de consumo minimalista e a necessidade de desapego também contribuem. A pandemia acelerou a tendência, com muitas pessoas reorganizando suas casas e escritórios.
Perspectivas para o futuro
A ABSS projeta que o setor continue crescendo a taxas de dois dígitos nos próximos anos, podendo chegar a 400 mil boxes até 2030. Novas tecnologias, como sistemas de automação e segurança inteligente, devem atrair mais investidores. Atualmente, o Brasil possui cerca de 1.200 unidades de self-storage, número que deve aumentar com a entrada de grandes players internacionais.
O setor também gera empregos: estima-se que cada unidade emprega em média 5 funcionários, totalizando 6 mil postos de trabalho diretos. A tendência é de profissionalização e padronização dos serviços, com foco em experiência do cliente.



