EUA tomam medida para interromper envio de chips de IA da Nvidia a empresas chinesas fora da China
EUA interrompem envio de chips de IA da Nvidia para China

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova medida para interromper o envio de chips de inteligência artificial (IA) da Nvidia para empresas chinesas que operam fora da China. A ação visa fechar brechas que permitiam que companhias chinesas adquirissem tecnologia avançada de semicondutores por meio de subsidiárias ou parceiros em outros países.

Detalhes da medida

De acordo com fontes oficiais, a nova regra amplia o escopo das restrições de exportação já existentes. Agora, qualquer empresa considerada como tendo vínculos com a China, mesmo que esteja sediada em nações como Cingapura, Malásia ou Israel, precisará de licença especial para adquirir chips de IA da Nvidia. A medida afeta principalmente os processadores H100 e A100, utilizados em aplicações de data centers e treinamento de modelos de linguagem.

Impacto na Nvidia

A Nvidia, maior fabricante de chips de IA do mundo, já havia alertado que as restrições poderiam reduzir suas receitas em até US$ 5 bilhões no trimestre atual. Com a nova regulamentação, a empresa terá que reavaliar contratos com clientes internacionais e pode enfrentar dificuldades para cumprir pedidos já fechados. Ações da companhia caíram 2,5% no pré-mercado após o anúncio.

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Reação da China

O governo chinês criticou a medida, classificando-a como uma tentativa de conter o avanço tecnológico do país. Em nota, o Ministério do Comércio chinês afirmou que tomará contramedidas para proteger os interesses de suas empresas. Especialistas acreditam que Pequim pode intensificar seus investimentos em chips domésticos, acelerando o desenvolvimento de alternativas nacionais.

Contexto das sanções

Desde outubro de 2022, os EUA vêm impondo restrições graduais à exportação de semicondutores avançados para a China. A justificativa é que a tecnologia poderia ser usada para fins militares, incluindo o desenvolvimento de armas de inteligência artificial. No entanto, críticos apontam que as medidas prejudicam empresas americanas sem impedir efetivamente o acesso chinês à tecnologia.

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  • Empresas afetadas: Além da Nvidia, a AMD e a Intel também podem ser impactadas, já que produzem chips similares.
  • Alternativas chinesas: A Huawei e a SMIC vêm desenvolvendo seus próprios chips de IA, mas ainda estão atrás em desempenho.
  • Próximos passos: O governo dos EUA deve publicar a regra final nos próximos dias, com vigência imediata.