O Índice de Confiança Empresarial (ICE) registrou 90,9 pontos em maio, indicando estabilidade, conforme dados divulgados nesta segunda-feira pelo FGV/Ibre. Como o indicador havia caído nos dois meses anteriores, a média móvel trimestral apontou tendência de declínio de 0,5 ponto.
Desempenho por setores
O ICE consolida os índices de confiança de quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais da FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em maio, a confiança subiu em dois dos quatro setores analisados. Os índices de Confiança da Indústria e de Serviços avançaram em magnitudes semelhantes, com altas de 1,1 e 0,9 ponto, alcançando 97,1 e 88,7 pontos, respectivamente.
Na Indústria, a alta foi impulsionada por uma melhor avaliação da situação atual, enquanto em Serviços, as expectativas futuras foram o principal motor. O Índice de Confiança do Comércio caiu 2,0 pontos, para 84,2 pontos, e o da Construção permaneceu estável em 92,6 pontos.
Médias móveis trimestrais
Na métrica de médias móveis trimestrais, Construção e Indústria apresentam os níveis de confiança mais altos e trajetória de alta. Em maio, a confiança empresarial avançou em 27 dos 49 segmentos que compõem o ICE, disseminação superior à do mês anterior. O destaque positivo foi a Indústria, onde 63% dos segmentos registraram aumento na confiança.
Assim, a confiança empresarial ficou estável em maio, após dois meses consecutivos de queda. Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV/Ibre, afirmou que a permanência do Índice de Situação Atual na faixa dos 93 pontos pelo sexto mês consecutivo sugere relativa estabilidade do nível de atividade agregada dos segmentos pesquisados.
“Já a alta do Índice de Expectativas interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores. Ainda assim, a trajetória da confiança nos próximos meses segue incerta e deverá depender, entre outros fatores, dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre a economia brasileira”, avaliou Campelo.
Índice de Situação Atual e Expectativas
Em maio, o Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,1 ponto, para 93,1 pontos. Com isso, o índice permaneceu próximo a 93 pontos pelo sexto mês consecutivo. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,4 ponto, para 91,6 pontos, enquanto o indicador de demanda atual subiu 0,2 ponto, para 94,7 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) avançou 0,2 ponto em maio, para 88,8 pontos, interrompendo duas quedas consecutivas e sinalizando uma acomodação do pessimismo em relação aos próximos meses. O indicador de otimismo com a demanda nos próximos três meses subiu 0,3 ponto, para 88,5 pontos, e o indicador de expectativas para os negócios daqui a seis meses avançou 0,1 ponto, para 89,2 pontos.



