O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou estabilidade em maio, mantendo-se em 90,9 pontos. O resultado veio após uma alta de 0,4 ponto em abril, quando o índice alcançou o mesmo patamar. A estabilidade indica que os empresários brasileiros permanecem cautelosos em relação ao cenário econômico, sem grandes alterações nas expectativas para os próximos meses.
Análise dos setores
Entre os setores pesquisados, a confiança apresentou comportamentos distintos. O setor industrial registrou leve alta, enquanto o comércio e os serviços tiveram pequenas quedas. A construção civil também mostrou recuo, refletindo as incertezas quanto à demanda e ao custo dos insumos. Já o setor financeiro manteve-se praticamente estável, com perspectivas moderadas para o crédito e os investimentos.
Fatores que influenciaram o resultado
De acordo com a FGV, a estabilidade do ICE em maio reflete a combinação de fatores positivos e negativos. Por um lado, a melhora nas expectativas para a economia nos próximos meses ajudou a sustentar o índice. Por outro lado, a percepção sobre a situação atual dos negócios piorou, especialmente devido às dificuldades de acesso ao crédito e à alta dos custos operacionais. A pesquisa também aponta que a incerteza política e fiscal continua pesando sobre as decisões dos empresários.
Comparação com meses anteriores
O ICE acumula alta de 1,5 ponto nos últimos três meses, mas ainda está abaixo do nível de 100 pontos, que separa a confiança positiva da negativa. Em maio do ano passado, o índice estava em 92,3 pontos, indicando uma leve piora na confiança empresarial na comparação anual. A média histórica do indicador é de 95 pontos, o que demonstra que o atual patamar está abaixo do normal.
Impactos na economia
A estabilidade da confiança empresarial em maio sugere que os investimentos privados devem continuar em ritmo moderado. Empresários mais cautelosos tendem a adiar projetos de expansão e contratações, o que pode impactar o crescimento econômico no curto prazo. No entanto, a manutenção do índice em 90,9 pontos evita uma deterioração mais acentuada, mantendo as expectativas para o segundo semestre em terreno neutro.
A FGV também destaca que a confiança empresarial é um indicador antecedente para a atividade econômica, e sua estabilidade sinaliza que o PIB deve crescer em ritmo moderado nos próximos trimestres. A pesquisa ouviu 1.200 empresas de todo o país entre os dias 2 e 25 de maio.



