Chocolateira brasileira treina para competição mundial de confeitaria
Chocolateira brasileira treina para mundial de confeitaria

A chocolateira Renata Arassiro está em intensa preparação ao lado da equipe brasileira que disputará a Coupe du Monde de la Pâtisserie, a competição mais importante da confeitaria mundial. O time, composto também pelos chefs Rafael Barros e Alessandro Lira, terá cinco horas e meia para criar esculturas de chocolate, açúcar e gelo, além de uma sobremesa empratada com sorvete e um prato inspirado na comida de rua.

Preparo físico e emocional

“Temos que estar com os músculos fortes, já que as esculturas de chocolate pesam de 15 a 20 quilos, mas me sinto preparada, faço espada japonesa, um pouco de musculação e meu dia a dia já é uma academia”, brinca Renata, geminiana formada em engenharia têxtil, que se dedica ao chocolate há mais de 25 anos. Sua loja completará 20 anos em 2027. Ela aprendeu sozinha, com livros e prática: “Faço chocolates desde pequena, fui aquela menina que vendia bombom na faculdade”.

Trajetória na competição

Renata foi a primeira mulher brasileira a representar o país na Coupe du Monde, inicialmente na categoria chocolates em 2011 e 2013, chegando à final em ambas. Agora, na categoria confeitaria, ela pretende encerrar um ciclo. “Participar da Coupe du Monde é como ir para a copa do mundo da confeitaria, é a maior competição do mundo”, compara. A seletiva nacional já foi vencida; a etapa das Américas ocorre em 25 de julho em New Orleans (EUA), e a final em Lyon, França, em janeiro de 2027.

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Técnica e trabalho em equipe

Renata destaca a necessidade de ensaios para a sintonia da equipe: “Enfrentamos os melhores confeiteiros do mundo e o que apresentamos é pura técnica”. As esculturas devem ser feitas apenas com o ingrediente-base, sem suportes extras, e não podem ultrapassar 1,45 m de altura. Cada chef auxilia o outro em todas as etapas. Até agora, Renata já esculpiu cerca de 70 quilos de chocolate, sem patrocínio. “A ideia é inspirar os jovens que vêm por aí, dar continuidade ao trabalho de alta confeitaria no Brasil”, afirma.

Adversários e inspiração

Os principais adversários na etapa das Américas são Estados Unidos e Argentina. Na final, França, Japão e Itália são os times a serem batidos. Renata não revela detalhes de sua escultura, mas cita os biomas brasileiros e a força criativa do país como inspiração. “É o que me move”, declara.

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