Audi Nuvolari: supercarro híbrido de 1.001 cv e tecnologia de F1
Audi Nuvolari: supercarro híbrido de 1.001 cv com tecnologia de F1

A Audi revelou o visual do Nuvolari, que será o modelo mais potente de sua história. Este é o primeiro supercarro da marca e também o mais rápido já produzido pela fabricante alemã, incorporando tecnologias da Fórmula 1. O modelo entrega impressionantes 1.001 cv de potência.

Design sóbrio e futurista

Com visual sóbrio, o Nuvolari é futurista, mas sem exageros. A carroceria abusa de linhas retas e vincos bem demarcados. A dianteira é verticalizada, marcada por uma pequena grade central quadriculada e aberturas pretas nas extremidades, que têm função aerodinâmica e direcionam o ar para o S-Duct, um sistema de ventilação interna que ajuda a resfriar os componentes mecânicos com mais eficiência.

A traseira aposta em elementos horizontais e dispensa um porta-malas tradicional. Há aberturas retangulares ocupando praticamente toda a extensão da parte posterior, além de um para-choque robusto. As lanternas seguem o mesmo conceito dos faróis: são estreitas e compostas por pequenos pixels de LED.

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Motor extravagante

Sob a carroceria de linhas sóbrias está o verdadeiro destaque do Nuvolari. O visual discreto esconde a extravagância do conjunto mecânico de 1.001 cv. O motor principal é um V8 4.0 biturbo a gasolina que entrega 811 cv e 74,43 kgfm de torque, podendo atingir até 10.000 rpm.

Para completar o sistema híbrido plug-in, há três motores elétricos alimentados por uma bateria de 7,3 kWh. Dois deles utilizam tecnologia de fluxo axial, são refrigerados a óleo e ficam no eixo dianteiro, entregando até 219 kgfm de torque. O terceiro está instalado entre o motor V8 e o câmbio.

Quando todos trabalham em conjunto, a fabricante alemã declara que o Nuvolari acelera de 0 a 100 km/h em 2,6 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos, podendo ultrapassar os 350 km/h de velocidade máxima.

Sistema de frenagem avançado

Para pará-lo, a Audi desenvolveu um sistema de frenagem robusto que utiliza prioritariamente a regeneração de energia dos motores elétricos. A capacidade regenerativa chega a 0,3 g, suficiente para cobrir grande parte das frenagens no uso cotidiano e até mesmo em condução esportiva.

Quando a necessidade aumenta, os freios hidráulicos entram em ação. Derivado da Fórmula 1, o novo sistema Audi Ceramic Pro utiliza pinças fixas de dez pistões associadas a discos de 420 x 40 mm no eixo dianteiro. Na traseira, pinças de quatro pistões trabalham com discos de 410 x 32 mm. Um sistema de refrigeração exclusivo aumenta a dissipação de calor em até 21% em comparação aos sistemas convencionais de carbono-cerâmica.

Tração integral e tecnológica

Outro ponto-chave é o novo sistema de tração integral quattro com predictive ride. Sensores espalhados pelo veículo captam informações sobre ângulo de direção, aceleração, taxa de guinada e nível de aderência para prever, por exemplo, uma possível perda de tração durante uma curva.

Automaticamente, o sistema reage ajustando a entrega de torque dos motores, tanto longitudinal quanto lateral, estabilizando o veículo por meio dos freios para reduzir o deslizamento e alterando a aerodinâmica para melhorar a estabilidade através da asa traseira retrátil.

Há cinco modos de condução distintos: E-Hybrid (puramente elétrico), Balanced (mais confortável), Dynamic (mais esportivo), Dynamic+ (focado em desempenho) e Track (voltado para pistas). Este último permite ajustar o controle de tração de acordo com o estilo de condução e o nível de aderência, oferecendo calibrações para pista seca, molhada ou sistema desligado.

Interior minimalista

Todos os comandos para acessar os diferentes modos estão distribuídos em um layout limpo na cabine. A Audi apostou em um cockpit minimalista e orientado para o motorista, mas com os botões físicos essenciais. A central multimídia possui um nicho próprio entre o painel e o console central, ligeiramente inclinada para cima. No restante do interior, há poucos botões físicos posicionados abaixo da tela principal e próximos ao apoio de braço.

O modelo apresentado ainda é um protótipo, e a Audi não divulgou data de lançamento nem estimativa de preço. Ainda assim, é praticamente certo que ele se tornará o modelo mais caro da história da marca.

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