Aos 13 anos, adolescente compra moto elétrica vendendo figurinhas da Copa
Adolescente de 13 anos compra moto elétrica com venda de figurinhas

Aos 13 anos, o estudante Arthur Almeida, morador do bairro Manoel Corrêa, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, alcançou uma conquista que muitos adultos levam anos para realizar: comprou a própria moto elétrica após vender cerca de 10 mil figurinhas da Copa do Mundo em apenas um mês.

De brincadeira a negócio lucrativo

O que começou como uma brincadeira entre colecionadores se transformou em um pequeno negócio. Observando a grande procura pelas figurinhas, Arthur passou a organizar o estoque, negociar repetidas e ampliar a rede de compradores. Ao final de um mês de trabalho, arrecadou aproximadamente R$ 2,5 mil, valor suficiente para adquirir a moto elétrica que desejava.

Independência financeira como motivação

A ideia surgiu da vontade de conquistar independência financeira ainda na adolescência. Arthur conta que enxergou nas figurinhas uma oportunidade de ganhar o próprio dinheiro e investir em objetivos pessoais. “O que me motivou foi ter uma liberdade financeira, poder comprar as minhas coisas", disse. Para iniciar o negócio, ele utilizou as economias que havia guardado ao longo do ano. “Juntei o dinheiro de Natal e aniversário e investi tudo de uma vez em figurinhas. Eu revendia um pouco mais caro para lucrar. Uma parte do dinheiro eu reinvestia e o restante ficava para mim", explica.

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Objetivo principal é impressora 3D

Embora a moto elétrica tenha sido a primeira grande conquista, Arthur revela que ela não era o principal objetivo. Segundo ele, a compra surgiu como uma oportunidade de negócio. “A moto apareceu como uma oportunidade, mas meu objetivo principal mesmo é comprar uma impressora 3D. Agora continuo juntando dinheiro para conseguir comprar uma."

Vendas presenciais e encontros de colecionadores

As vendas aconteceram principalmente na banca da Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio, e também no shopping da cidade, locais que se transformaram em pontos de encontro de colecionadores durante a temporada do álbum da Copa. Ao longo do período, o adolescente negociou cerca de 10 mil figurinhas, além das chamadas “lendárias", consideradas as mais raras e disputadas. Segundo a família, ele teve contato com aproximadamente 1.500 pessoas durante as trocas e vendas.

Espírito empreendedor de família

Mais do que a conquista material, a experiência representou a primeira grande compra realizada exclusivamente com o próprio esforço. Filho do professor Thiago Jahder e da inspetora escolar Juliana Mendes, Arthur sempre demonstrou interesse por organização, vendas e negociações. O pai afirma enxergar no filho o mesmo espírito empreendedor que teve na adolescência. “Meu filho tem o mesmo espírito empreendedor que eu. Na mesma idade dele, minha primeira compra foi um cavalo, no interior de Minas", conta Thiago. Segundo ele, a família acompanhou de perto toda a trajetória do adolescente, desde as primeiras vendas até a compra da moto elétrica. O momento do pagamento, feito por meio de um Pix realizado pelo próprio Arthur, foi registrado em vídeo pelo pai.

Resgate dos encontros presenciais

Em um período em que grande parte dos adolescentes passa boa parte do tempo conectada às telas, a experiência também chamou atenção pelo resgate dos encontros presenciais. As trocas de figurinhas reuniram crianças, jovens e adultos em espaços públicos da cidade, fortalecendo amizades e incentivando a convivência fora do ambiente digital. Para os pais, a experiência trouxe ensinamentos sobre responsabilidade financeira, planejamento e persistência. A dedicação do adolescente ao longo das negociações e a definição de uma meta concreta ajudaram a transformar um hobby em uma oportunidade de aprendizado.

A história de Arthur tem chamado a atenção entre colecionadores da Região dos Lagos e se tornou exemplo de como o espírito empreendedor pode surgir ainda na adolescência, aliado à convivência social e à valorização de experiências que acontecem além das telas.

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