Racha político no Vasco: diretores exonerados e reforma de São Januário
Vasco: racha político e reforma de São Januário

O racha político no Vasco se aprofundou na última semana com a exoneração de quatro membros da diretoria administrativa e a mudança na presidência do Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC). Felipe Carregal e Sílvio Almeida deixaram o CGIC, enquanto Manoel Cordeiro foi exonerado da presidência do conselho. Marcelo Macedo, conhecido como Tangerina, assumiu interinamente.

Perda de influência e grupo dissidente

O vice-presidente geral Renato Brito foi escanteado de suas funções administrativas. Segundo apuração do ge, ele perdeu a confiança de Pedrinho e do grupo político que comanda o clube. Renato integrava o grupo "G5 – CRVG", junto com outros quatro diretores exonerados no último mês, vistos como dissidentes da gestão atual. A situação se agravou após o vazamento de prints de conversas do grupo, após o afastamento judicial de Pedrinho. Renato ficou exposto e a direção rompeu totalmente com os membros do grupo.

Os diretores exonerados são: Silvio Roberto Vieira Almeida (Vice-Presidente de Finanças), Raphael Travassos de Souza Avellar “Pulga” (Vice-Presidente de História e Responsabilidade Social), José Luiz Trinta (VP de Integração) e Luis Guedes (VP de Engenharia e Obras).

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Em contato com o ge, Renato Brito defendeu-se: "O print está descontextualizado, como eu já disse. O grupo existe desde agosto de 2025 e tratava de temas da gestão do CRVG. Meu celular está à disposição, como falei a todos, sobre isso e outros temas. Tudo que discordava, sinalizei ao Presidente (a quem tenho muito apreço e carinho), de forma reservada e institucional. Nunca fui ouvido sobre o tema e me sinto injustiçado, mas sigo à disposição."

Reforma de São Januário: novo orçamento e desafios

Com o afastamento de Renato Brito, a liderança do projeto de reforma de São Januário passou a um conselho formado por Alan Belaciano (presidente da Assembleia Geral), Thiago Nascimento (assessor da presidência) e Gustavo Rabelo (VP de tecnologia e inovação). O projeto não avançou significativamente nos últimos meses e as obras estão paradas, pois o clube depende da venda do potencial construtivo.

O orçamento estimado para a revitalização subiu de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões, devido à correção dos valores da construção civil. A principal fonte de receita será a venda dos naming rights do estádio, mas outras formas de captação não estão descartadas. Não há previsão para o início das obras, que aguardam a conclusão da compra do terreno.

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