A seleção brasileira chega à Copa do Mundo de 2026 com um cenário atípico: pela primeira vez em sua história, o time titular apresenta tantas dúvidas às vésperas da estreia. O técnico Carlo Ancelotti, no comando há apenas um ano, enfrenta um ciclo curto e precisa definir pelo menos quatro posições que ainda geram controvérsia.
Lateral direita e centroavante são os principais pontos de interrogação
Com a lesão de Wesley, a lateral direita se tornou uma dor de cabeça. Danilo, que atuou na posição em Copas anteriores, não vive boa fase, e opções como Emerson Royal e Yan Couto não convenceram totalmente. No ataque, a ausência de um centroavante de referência também preocupa. Richarlison, Pedro e Gabriel Jesus disputam a vaga, mas nenhum deles se firmou como titular absoluto.
Outras posições indefinidas
Além da lateral e do ataque, a zaga e o meio-campo também têm vagas em aberto. Marquinhos e Militão são favoritos, mas a dupla ainda não mostrou entrosamento ideal. No meio, Casemiro é certo, mas quem será seu companheiro? Paquetá, Fred e Bruno Guimarães brigam pela vaga.
Historicamente, a seleção brasileira sempre chegou às Copas com o time praticamente definido. Em 2002, Felipão já tinha os 11 titulares na cabeça; em 1994, Parreira também. Agora, Ancelotti terá que usar os amistosos finais para testar e definir o time.
A estreia será contra a Sérvia, e a pressão por resultados imediatos é enorme. O técnico italiano, conhecido por sua calma, terá que mostrar sua capacidade de adaptação em um curto espaço de tempo.



