O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu um aumento salarial de 29% em 2025, elevando sua remuneração para R$ 30 milhões. O crescimento ocorre em meio a despesas administrativas e de governança recordes, que atingiram R$ 1,3 bilhão no mesmo ano.
Estrutura expandida e custos crescentes
Desde que assumiu a presidência em 2016, Infantino promoveu uma expansão significativa na estrutura da entidade. Atualmente, a Fifa conta com 30 comitês permanentes, o que contribuiu para o aumento dos custos com pessoal e outras despesas administrativas. De acordo com o relatório financeiro da entidade, as despesas administrativas e de governança saltaram para R$ 1,3 bilhão em 2025, um recorde histórico.
Receitas em alta, mas despesas acompanham
Apesar do crescimento das receitas, impulsionado principalmente por contratos de transmissão e patrocínios para a Copa do Mundo de 2026, as despesas continuam a aumentar em ritmo acelerado. A previsão para o ciclo 2027-2030 é de que os gastos administrativos atinjam US$ 1 bilhão. A situação levanta questionamentos sobre a gestão financeira da entidade, especialmente em um momento de preparação para o maior torneio de futebol do mundo.
Comparação com anos anteriores
Em 2024, o salário de Infantino era de aproximadamente R$ 23,3 milhões. O aumento de 29% em um ano supera a inflação global e a média de reajustes em organizações esportivas internacionais. Os custos administrativos também cresceram de forma expressiva: em 2020, as despesas eram de cerca de R$ 800 milhões, o que representa um aumento de 62,5% em cinco anos.
Impacto para o futebol
Especialistas apontam que o aumento das despesas administrativas pode impactar os investimentos em desenvolvimento do futebol, especialmente em países mais pobres. A Fifa, no entanto, defende que a expansão da estrutura é necessária para garantir a governança e a transparência da entidade. Em nota, a organização afirmou que "os investimentos em administração são essenciais para o crescimento do futebol global".



