Rayan, o jogador mais jovem da Seleção Brasileira, substituiu Raphinha no time titular e deu conta do recado. Sim, eles são a mesma pessoa. Para ter uma ideia de como a vida dele mudou rapidamente, basta lembrar que, enquanto o Brasil jogava a última Copa no Catar, ele era um adolescente de 16 anos. Quase pulou do estágio de promessa para virar uma realidade instantânea, alegria das noites da torcida vascaína. No início de 2026, foi para o Bournemouth, da Inglaterra, e fez sucesso.
Surpresa na lista e estreia histórica
Mesmo assim, a presença na lista de Ancelotti foi uma certa surpresa. Contra o Haiti, Rayan se tornou o jogador mais jovem a entrar em campo pelo Brasil em uma Copa desde 1970: 19 anos, 10 meses e 17 dias. No jogo seguinte, contra a Escócia, missão ainda mais difícil: titular da Seleção. Foi ele quem roubou a bola que deu origem ao primeiro gol. "Jogou muito bem. Estou muito satisfeito com a partida que jogou", afirma Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira.
Tranquilidade e sonho realizado
O mais impressionante foi a tranquilidade do novato nesse jogo. Desde que pisou no gramado, parecia encantado em ter os olhares do mundo ao seu redor. "Eu estou vivendo um sonho de estar aqui na Copa do Mundo, 19 anos de idade. Cheguei ali no aquecimento olhando para o estádio, relembrando momentos que eu já passei", conta Rayan, atacante da Seleção. O segredo de tanta calma do novo titular da Seleção é nunca se esquecer de que ele e aquele menino, sim, são a mesma pessoa.
Análise tática e próximos desafios
Renata Vasconcellos e Cristiane comentaram sobre a equipe adversária, o Japão, e a fase decisiva que se aproxima. Cristiane destacou: "É uma equipe muito técnica. Eles rodam bastante a bola, têm muita paciência, têm agressividade quanto estão no campo adversário. Eu acho que o Brasil vai ter que explorar bastante isso. Rodar bastante a bola, tentar fazer uma pressão mais alta, que eu acredito que a gente vai conseguir encontrar os caminhos, principalmente para fazer o gol ali no início da partida." Sobre os primeiros 15 minutos, ela afirmou: "Porque os 15 minutos são onde alguns jogadores ainda estão mais relaxados. Então, acho que o Brasil pode aproveitar bastante isso. Teve um bom aproveitamento na partida anterior, muito agressivo, pressão alta. Foi onde saiu o primeiro gol do Brasil. Acho que ali próximo entre seis e oito minutos foi quando a gente conseguiu marcar o gol. Então, eu acho que tentar essa pressão alta contra o Japão pode ser que dê certo também."
Entrosamento e confiança
Renata questionou se Ancelotti teria coragem de mexer no time novamente. Cristiane respondeu: "Não. Agora está entrosado. Eu acho que os jogadores se deram muito bem. Ele colocou o Rayan naquela posição. Tem encaixado muito bem, ajuda defensivamente, tem uma pressão alta muito boa também. Então, acho que o Brasil está pronto."



