Yasser Al-Misehal renunciou ao cargo de presidente da Federação Saudita de Futebol (SAFF) após a eliminação precoce da seleção nacional na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Em pronunciamento oficial, Al-Misehal assumiu total responsabilidade pelo desempenho decepcionante da equipe no torneio, encerrando um mandato de sete anos à frente da entidade.
Contexto da renúncia
A Arábia Saudita foi eliminada ainda na primeira fase da competição, sem conseguir avançar para o mata-mata. O resultado ficou aquém das expectativas, especialmente após os investimentos significativos no futebol local nos últimos anos. Al-Misehal, que liderou a federação desde 2019, declarou que a decisão de deixar o cargo foi pessoal e baseada na necessidade de renovação. "Assumo toda a responsabilidade por este resultado. É hora de novas lideranças conduzirem o futebol saudita para o próximo nível", afirmou o dirigente, segundo nota divulgada pela SAFF.
Legado e candidatura para 2034
Durante sua gestão, Al-Misehal foi figura central na candidatura bem-sucedida da Arábia Saudita para sediar a Copa do Mundo de 2034. O país árabe venceu a disputa contra concorrentes como Austrália e Indonésia, garantindo o direito de organizar o evento pela primeira vez. Além disso, promoveu reformas estruturais no futebol nacional, incluindo a profissionalização de ligas e investimentos em categorias de base. No entanto, o fracasso no Mundial de 2026 ofuscou essas conquistas.
Reações e próximos passos
A renúncia de Al-Misehal foi recebida com surpresa no meio esportivo saudita. O Ministério do Esporte do país agradeceu pelos serviços prestados e anunciou que um processo de transição será iniciado em breve para escolher um novo presidente. Enquanto isso, o comitê técnico da SAFF garantiu que os preparativos para a Copa de 2034 continuam conforme o planejado. A eliminação precoce na Copa de 2026 levanta questionamentos sobre o nível atual do futebol saudita, que busca se consolidar como potência global.



