Pedrinho alega sabotagem após afastamento do conselho da SAF do Vasco
Pedrinho alega sabotagem após afastamento do conselho da SAF

O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, afirmou que “sombras sabotaram o clube” após ser afastado do conselho de administração da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por decisão da Justiça do Rio de Janeiro. A determinação judicial, divulgada nesta terça-feira (24), atendeu a um pedido da 777 Carioca, com base em constatações do conselho fiscal da SAF.

Decisão judicial e reação de Pedrinho

A Justiça afastou Pedrinho e outros membros do conselho de administração da SAF, mantendo, porém, sua posição como presidente do clube associativo. Em comunicado oficial, Pedrinho criticou um grupo que seria contrário à venda do clube, acusando-o de agir nos bastidores há meses para desestabilizar a gestão.

“Sombras que há meses atuam nos bastidores para sabotar o clube conseguiram uma liminar que me afasta do conselho da SAF”, declarou o presidente. Ele não apresentou provas concretas das alegações, mas prometeu recorrer da decisão.

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Contexto da crise no Vasco

A SAF do Vasco é controlada pela 777 Partners, grupo americano que adquiriu 70% das ações do futebol vascaíno em 2022. A relação entre a 777 e o clube associativo tem sido marcada por tensões, especialmente em relação à gestão financeira e ao planejamento esportivo.

O conselho fiscal da SAF apontou irregularidades na administração de Pedrinho, o que motivou o pedido de afastamento. A decisão judicial é vista como mais um capítulo da novela envolvendo o futuro do clube, que busca reestruturação financeira e retorno aos gramados de destaque.

Segundo fontes próximas ao clube, a 777 Partners tem pressionado por maior controle sobre as decisões, enquanto parte da diretoria associativa resiste à perda de influência. O impasse já gerou protestos de torcedores e incertezas sobre o planejamento para a próxima temporada.

Impacto e próximos passos

Com o afastamento, Pedrinho fica impedido de participar das decisões estratégicas da SAF, mas segue como presidente do clube social. A expectativa é que ele recorra à instância superior para reverter a liminar. Enquanto isso, o conselho de administração da SAF deve se reunir para definir um substituto interino.

O caso reacende o debate sobre o modelo de SAF no futebol brasileiro, que divide opiniões entre torcedores e especialistas. Para muitos, a profissionalização é necessária, mas a falta de alinhamento entre clube e investidor pode gerar conflitos como o atual.

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