O semanário 'O Pasquim' foi um dos veículos mais marcantes da imprensa independente brasileira entre 1969 e 1991, e sua cobertura das Copas do Mundo ficou conhecida pela irreverência e pela crítica afiada tanto ao futebol quanto ao regime militar. O jornal acompanhou o primeiro jejum de títulos do Brasil desde 1970 até 1994, usando humor e acidez para questionar a seleção e o contexto político.
Cobertura da Copa de 1978 na Argentina
Em 1978, 'O Pasquim' denunciou a Copa do Mundo realizada na Argentina, que estava sob ditadura militar. Com críticas contundentes, o semanário destacou o uso do evento para propaganda do regime, enquanto a seleção brasileira era alvo de piadas e análises irônicas. A publicação não poupou nem mesmo o técnico Telê Santana, que foi duramente criticado após a eliminação em 1986.
Resistência e censura
O jornal enfrentou censura durante a ditadura, mas manteve-se firme na defesa da liberdade de expressão. Sua cobertura esportiva era um pretexto para abordar temas políticos, e as Copas do Mundo serviram de pano de fundo para denúncias e sátiras. 'O Pasquim' tornou-se símbolo de coragem e humor em tempos de repressão.



