O Paraguai foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 ostentando o menor índice de posse de bola entre todas as 48 seleções que disputaram o torneio. De acordo com dados oficiais da Fifa, a equipe sul-americana registrou uma média de apenas 29% de posse ao longo de suas partidas. Na derrota por 1 a 0 para a França, nas oitavas de final, os paraguaios tiveram 31% de tempo com a bola.
Estratégia defensiva teve sucesso parcial
A tática adotada pelo técnico paraguaio foi claramente defensiva, priorizando a solidez atrás e os contra-ataques. Essa abordagem funcionou bem contra Turquia e Alemanha, garantindo a classificação para a fase eliminatória. No entanto, diante da França, a estratégia não foi suficiente para evitar a eliminação.
O capitão Gustavo Gómez, visivelmente frustrado, reclamou com a arbitragem após a marcação de um pênalti a favor da França, que decidiu a partida. "Foi um jogo duro, mas acredito que poderíamos ter tido mais chances se a posse fosse maior", declarou o zagueiro após o apito final.
Números confirmam tendência
Os 31% de posse contra a França estão ligeiramente acima da média do torneio para o Paraguai, mas ainda assim muito abaixo da média geral das demais seleções. A equipe finalizou apenas duas vezes ao gol, contra 12 dos franceses. A diferença de posse foi ainda mais gritante no primeiro tempo, quando a França teve 72% de controle da bola.
Com a eliminação, o Paraguai encerra sua participação na Copa de 2026 com uma campanha que mescla momentos de eficiência defensiva e dificuldades na criação de jogadas. A equipe agora se prepara para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2030, buscando um estilo de jogo mais equilibrado.



