Paraguai bate recorde de passes errados na história das Copas
Paraguai bate recorde de passes errados nas Copas

A seleção do Paraguai se despediu da Copa do Mundo de 2026 com um recorde negativo histórico: as duas maiores porcentagens de passes errados em uma partida de Mundial desde que o dado passou a ser registrado, em 1966. Contra a França, na fase de grupos, a equipe errou 45,9% dos passes tentados. Já contra a Turquia, no jogo que selou a eliminação nas oitavas de final, o índice subiu para 46,1%.

Estratégia defensiva e dificuldade na saída de bola

Nos dois jogos, o Paraguai adotou uma postura extremamente defensiva, com linhas baixas e pouca posse de bola. A estratégia de retranca, embora tenha dificultado a troca de passes, foi a arma encontrada pela comissão técnica para tentar segurar adversários tecnicamente superiores. Segundo o técnico paraguaio, a prioridade era evitar sofrer gols, mesmo que isso significasse abrir mão da construção de jogadas.

Campanha histórica apesar dos números

Ainda assim, o Paraguai conseguiu uma campanha memorável. Na fase de grupos, venceu a Alemanha nos pênaltis, garantindo vaga nas oitavas de final pela primeira vez desde 2010. O feito foi celebrado pela torcida, mas os números de passes errados chamaram a atenção de analistas e estatísticos. “É um recorde que ninguém gostaria de ter”, afirmou o jornalista esportivo Carlos Alarcón, da rádio ABC Cardinal. “Mas também mostra a resiliência de uma equipe que soube se adaptar às circunstâncias.”

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Impacto e análise futura

Os índices superam marcas anteriores, como os 44% de passes errados da Arábia Saudita contra a Rússia em 2018. A federação paraguaia já anunciou que vai revisar o modelo de jogo para as próximas competições, buscando equilibrar solidez defensiva e capacidade de saída com a bola dominada. Para os torcedores, o saldo é agridoce: a eliminação precoce veio acompanhada de um recorde indesejado, mas a bravura diante de potências como França e Turquia deixou lições para o futuro.

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